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Mais um cavalo maltratado e abandonado em Teresópolis, RJ

Moradores se unem para cuidar de animal, que pode ter sido jogado de caminhonete.

A situação de cavalos abandonados nas ruas dos bairros do Alto e regiões de Araras e Fátima ganhou mais um triste capítulo. Um animal nas cores marrom e branco teria sido jogado ou caído da carroceria de uma caminhonete na Rua Amapá, tendo grande lesão na pata traseira do lado direito, chegando a ficar caído por várias horas em outra rua próxima que procurou abrigo, a Alagoas. E foi nesse local que o cavalo passou a ser tratado e cuidado por populares, indignados com mais um caso do tipo na região. “Estava aqui desde cedo, o pessoal viu e me chamou, aí comecei o atendimento. Mobilizei vários amigos veterinários e eles vieram ajudar, como a Simone, que trabalha com esses animais, e o Mario, que se prontificou em arrumar um raio-x portátil. Já fizemos exame de anemia e mormo e estamos aguardando o resultado, esperando assim poder dar uma destinação correta para ele”, relata a médica veterinária Danielle Marques, que, como citou contou com ajuda de outros profissionais da área e também vizinhos para que o animal não continuasse sofrendo em via pública. Outras pessoas contribuíram com alimentação e água para o cavalo, que deve ficar preso ao lado de um terreno baldio na Rua Alagoas pelo menos até que todos os exames sejam realizados. “É preciso ficar nessa medicação por pelo menos uma semana”, completa Danielle.

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A triste situação remete aos muitos casos do tipo mostrados pelo jornal O DIÁRIO e DIÁRIO TV nos últimos meses, quando foram registradas ocorrências de maus tratos e acidentes envolvendo cavalos abandonados em via pública – na grande maioria animais que explorados para o trabalho nos fins de semana e soltos “quando não têm utilidade” nos dias de semana. Em certa ocasião, um cavalo que pastava no abandonado Clube Caxangá, localidade de mesmo nome, caiu de grande altura e teve fratura na coluna. No ano passado, um motociclista colidiu com dois animais que atravessavam a Rua Tietê, nas proximidades da Casa de Cultura, em uma noite chuvosa. Além desses casos, registramos por diversas vezes cavalos soltos e até machucados, estando e colocando motoristas e motociclistas em risco diário.

A responsabilidade de recolhimento desses animais é do município, através da Secretaria Municipal de Segurança Pública. Desde o aumento do número de situações do tipo, a pasta tem sido cobrada. Em 2015, o então responsável pelo setor relatou a dificuldade para o município administrar o problema, pois é necessária a aquisição de uma espécie de carroça para recolher tais animais e, além disso, encontrar um local adequado para que fiquem apreendidos até serem devolvidos para seus proprietários. E, apesar do agravamento do problema, os projetos nunca saíram do papel.

Opiniões sobre a utilização de animais para trabalho

Em diversos municípios é questionada a utilização desse tipo de animal para o trabalho, sendo buscada a proibição em locais como Petrópolis e Ilha de Paquetá, sendo que esta última já anunciou que deixará de utilizar os cavalos para o transporte turístico. Em Teresópolis, o serviço ainda é prestado nas proximidades da Feirinha do Alto, além das tradicionais charretes para puxar todo o tipo de peso em algumas comunidades. Nesta terça e quarta-feira, O DIÁRIO ouviu a opinião do teresopolitano sobre o assunto na sua página na rede social Facebook, assunto que rendeu milhares de visualizações e dezenas de comentários e compartilhamentos. Algumas das opiniões foram:

– Karla Verissimo: “Sou totalmente contra, nunca incentivei meus filhos a andar e sempre mostrei o quanto era cruel com os animais”.

– Alexandre Jesus: “Crueldade pura… Tem que ser feito o mesmo que foi em Paquetá”.

– Gonçalves Miranda: “Eu acho que devia era acabar. Passar ali e ver os animais todos mal tratados dá até pena. Depois que o bicho está mal, deixam pra morrer em algum canto e os outros que se danem, igual já fizeram e deixaram um cavalo para morrer na minha rua (residencial e sem saída) para gente ter que se preocupar em dar um fim no animal”

– Rose Pol: “Sempre morei no Alto, próxima dos vários pontos que já alojaram os cavalos. Os animais são super magros, de fome, muitos com feridas no corpo. Proibam essa maldade!”.

– Ednéa Pinheiro: “Isso tem que acabar. Esses animais, em alguns casos, representam um perigo para a saúde pública, pois não recebem assistência veterinária e após servirem aos seus donos são abandonados ao relento”.

– Josy Buckowitz: “Em um País subdesenvolvido como o nosso, acho um absurdo! Crueldade com os animais! Me impressiona que as autoridades competentes não tomam uma atitude contra esse tipo de coisa! Trabalhar que é bom esses infelizes não querem, preferem sobreviver a custa da exploração dos seres indefesos!”

– Lili Marlene: “Ainda tem cavalos na feirinha. Ficam soltos à noite para ‘se virarem’ em comida e água! Maltratados, machucados e, andam pelas ruas do Alto, podendo causar um acidente fatal”.

– Josiane Costa Souza: “Os cavalos são muito maltratados ficam todos pela semana jogados fuçando a lixeira na Lama Fria, uma crueldade, fora o perigo deles na rua com os carros e crianças passando”.

– Suely Fernandes: “É um absurdo! Animais escravizados sem cuidado algum. É uma vergonha. Fico revoltada quando passo no local e vejo esses pobres animais. Isso tem que acabar imediatamente. Amo os animais incondicionalmente e fico indignada e revoltada quando são maltratados”.

– Angelica Costa: “Muito cruel, deixam os animais sem os devidos cuidados, soltos pelas ruas pra eles se virarem e no final de semana lembram que o pobre do bicho existe, que acabem logo com essa exploração”.

– Rose Dias: “Deve acabar. Teresópolis tem o trenzinho que deve aproveitar aumentar o investimento no trenzinho personagens”.

– Juliane Soares: “Eu morava no Caxangá e vivia cheio de cavalos lá, machucados, revirando lixo, teve um que caiu do antigo clube e ficou lá agonizando por horas! Um absurdo! Creio que sejam os que são explorados na feirinha, que estão sempre maltratados! Já deveria ter acabado há muito tempo! Os meus filhos não vão!”.

– Luana Giudice: “Totalmente contra. Não existe fiscalização por parte da prefeitura. Um total descaso com os animais. Charretes são atraso de vida. Acorda Terê”.

– Aparecida Faria: “As charretes em Petrópolis em Paquetá ou aqui contam um pedaço da nossa história. Se fosse devidamente regulado e os animais bem tratados não teria nada contra. Infelizmente o que vemos, pelo menos aqui em Terê, são animais mal tratados, donos irresponsáveis que deixam os animais soltos nas ruas podendo provocar acidentes. Para ficar como está, melhor não ter”.

Fonte: Net Diário

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