Mais uma baleia-franca com pedaço de rede preso na cabeça é monitorada pela equipe do ProFRANCA

Mais uma baleia-franca com pedaço de rede preso na cabeça é monitorada pela equipe do ProFRANCA

Mais uma baleia-franca acompanhada também de filhote foi registrada na praia do Rosa, em Imbituba (SC), com a presença de um pedaço de rede preso nas calosidades da cabeça. A equipe do ProFRANCA, foi informada e em seguida conseguiu localizar o animal que já estava na praia da Ibiraquera nadando sentido praia D’água.

“Reportamos a ocorrência para o Protocolo de Encalhes e Enredamentos da APA da Baleia Franca, do qual o Instituto Australis também faz parte. Monitoramos a baleia através de ponto fixo com auxílio de binóculos e teodolito e fizemos imagens áreas com drone”. As equipes monitoraram o comportamento dos animais através de fichas padronizadas para posterior avaliação. Foi possível constatar que trata-se de um ”pano de rede’ com algumas boias brancas que está preso à cabeça da fêmea adulta.

Apesar da presença da rede, o animal não apresenta ferimentos e não tem suas atividades normais como deslocamento e amamentação comprometidas. O filhote também apresenta comportamento normal. Durante o monitoramento registramos os animais nadando e o filhote fazendo mais de 10 batidas de caudal. Neste tipo de caso, considerando o comportamento do grupo, bem como o tipo de enredamento, não é necessário qualquer procedimento para retirada da rede, uma vez que ela deve acabar se desprendendo sozinha do animal, como já constatado em outras ocasiões. Além disso, o procedimento para retirada de rede é arriscado e só deve ser realizado caso a baleia esteja comprometida, por pessoal treinado e devidamente equipado. Essa baleia adulta ainda não havia sido catalogada pelo ProFRANCA/Instituto Australis e recebeu um número novo, B854. A temporada reprodutiva das baleias-franca está iniciando e se estende até novembro, com pico de ocorrência em setembro. 

“Nossa equipe tem se capacitado para ações de desemalhe que anualmente tem sido realizadas aqui no Brasil sob coordenação do Analista Ambiental Leandro Aranha, do IBAMA”, mencionou Karina Groch coordenadora do ProFRANCA.

Fonte: Engeplus

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