Maus tratos na base de morte do cavalo em Macau

Maus tratos na base de morte do cavalo em Macau
Um caso de maus-tratos a um cavalo, que foi acolhido por um funcionário dos estábulos depois de se aposentar das corridas, poderá avançar para julgamento.

A Polícia Judiciária (PJ) divulgou ontem um caso de maus- tratos que envolve a morte de um cavalo de corrida em 2017. O animal em questão, que tinha cinco anos de idade, deixou participar nas corridas do Jockey Club de Macau em Abril do ano passado. Na altura, um dos funcionários do estábulo onde era tratado pediu permissão para ficar com o cavalo, com o intuito de o vender. No entanto, três meses depois, o funcionário arrependeu-se devido aos elevados custos de manutenção, devolvendo o animal ao Jockey Club.

Quando o animal foi devolvido, os veterinários do Jockey Club detectaram que o cavalo tinha perdido peso e apresentava um aspecto doente. Veio a morrer um mês depois.

Esta situação originou uma troca de acusações entre o funcionário e o estabelecimento. O primeiro alega que o animal já estava doente e subnutrido quando o acolheu, mas os responsáveis do Jockey Club asseveram que enviavam ração para o estábulo regularmente e que todos os outros cavalos se encontravam de boa saúde.

Após uma investigação da Policia Judiciária e do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais, as autoridades concluíram que existem provas suficientes contra o funcionário do estábulo, para o caso ser apresentado ao Ministério Público, algo que já foi feito.

O indivíduo, que é residente de Hong Kong, poderá ser formalmente acusado de maus-tratos.

Empregada doméstica acusada de agredir crianças

A Polícia Judiciária deteve uma empregada doméstica vietnamita, sob acusação de ofensa simples à integridade física. A mulher, de 35 anos, terá sido vista pelo porteiro do prédio onde trabalhava a agredir as duas crianças que tinha à sua guarda, de um e dois anos de idade, através do sistema de videovigilância instalado no elevador. Alertada para o caso, a mãe decidiu apresentar queixa, embora as crianças não tenham necessitado de assistência hospitalar. A empregada já foi presente ao Ministério Público.

Fonte: Jornal Tribuna de Macau 

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