Meio milhão de assinaturas não chegaram para retirar urso polar da Argentina

Meio milhão de assinaturas não chegaram para retirar urso polar da Argentina

Uma petição assinada por mais de 500 mil pessoas foi insuficiente para levar ‘Arturo’ para o Canadá. Apesar da controvérsia, o ‘urso mais triste da Terra’, como já foi considerado, vai terminar os seus dias no zoo de Mendoza.

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O único urso polar cativo na Argentina vai permanecer no jardim zoológico de Mendoza, apesar da petição assinada por mais de meio milhão de pessoas que reclamava a mudança do animal para o Canadá. O diretor do zoo explicou à Associated Press que o urso, de 28 anos e em fim de vida, está numa idade demasiado avançada para ser relocalizado.

Uma associação de defesa dos direitos dos animais argumenta que o urso, de nome ‘Arturo’, tem atitudes nervosas no espaço em que permanece e acredita que o animal sofre uma depressão. A associação sugeriu a relocalização do urso para o jardim zoológico de Winnipeg, na província canadiana de Manitoba, que aceitou a proposta.

A petição pedia que a Presidente da Argentina, Cristina Kirchner, interviesse a favor da transferência de ‘Arturo’. Mais de 500 mil pessoas subscreveram o documento, disponível no site no site change.org.

A Greenpeace e outros grupos ambientalistas argumentam que é perigoso manter o urso polar em Mendoza, onde as temperaturas atingem os 30 graus centígrados no verão. Foi, aliás, a vaga de intenso calor que assolou a Argentina em dezembro de 2012 a provocar a morte do urso polar que vivia no zoo de Buenos Aires.

O diretor do zoo de Mendoza, Gustavo Pronotto, desvaloriza a polémica e afirma que ‘Arturo’ tem os comportamentos normais destes animais em idade avançada, argumento suportado por vários veterinários que defendem a permanência do urso naquele local. Se fosse transferido, o urso teria de ser sedado e dada a sua avançada idade foi considerado preferível manter tudo como está.

“‘Arturo’ está habituado a este espaço e é muito acarinhado pelo seus tratadores”, sustenta o diretor do zoo, citado pelo “The Huffington Post”. “Só queremos que as pessoas parem de aborrecer o animal”, apela ainda.

Os ursos polares selvagens vivem em média entre 15 e 18 anos, mas os que estão retidos em cativeiro podem viver até aos 30 anos, de acordo com a Associação Internacional de Ursos Polares, sedeada em Montana, Estados Unidos.

‘Arturo’ teve até 2012 a companhia de um outro urso polar, ‘Pelusa’, que morreu devido a um cancro.

Fonte: Expresso (Portugal) / mantida a grafia original

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