México: Guadalajara proíbe circos com animais

México: Guadalajara proíbe circos com animais

A cidade se junta aos municípios que votaram por ações afirmativas a favor da proteção animal.

Tradução Adriana Aparecida Shinoda Marques

Mexico proibe circo animais

Com os votos contra parte da Ação Nacional, o conselho do Município de Guadalajara avaliou a proibição dos espetáculos circenses com animais no município. A proposta foi apresentada pelo líder Salvador Caro, que contou com o apoio de sua divisão e dos vereadores do Partido Revolucionário Institucional.

É a segunda Prefeitura de Jalisco que se associa a esta atitude de proibição com o enfoque no respeito pelos direitos dos animais, depois do município de Zapopan. Em Guadalajara, o tema gerou debate dentro do plenário do Município, pois os proponentes defenderam a urgência de votar este parecer, enquanto os alvi-celestes preferiam voltar a enviar a proposta às comissões, uma vez que argumentavam falta de precisão no entendimento.

A nova ordem do artigo 113 do Regulamento dos Espetáculos do Município de Guadalajara estabelecerá, uma vez que publicada na Gazeta Municipal, que está “proibido em todo o território municipal o estabelecimento temporal ou permanente de espetáculos circenses ou similares que ofereçam ou utilizem com fins comerciais, benéficos ou didáticos, quer como atração principal ou secundária, a exploração, exibição e participação de animais de qualquer que seja a espécie”.

De agora em diante, a Unidade de Proteção animal do município deverá verificar e comprovar que os espetáculos que chegarem à cidade não contam com nenhum animal em seu show, caso contrário, procederá com a desativação. Caso o circo não permita a entrada das autoridades, será penalizado com uma multa de três a cinco mil pesos.

Além disso, há o ordenamento da competência às organizações civis que protegem os animais, para que possam acompanhar os funcionários públicos nestas inspeções. Caso o empresário do circo negue o acesso da sociedade civil organizada, a multa será a mesma de quando não permitir que as autoridades entrem.

Caso seja demonstrado que são utilizados animais nos espetáculos, a Prefeitura de Guadalajara poderá multá-los com sanções que variam de seis a sessenta mil pesos. Além do que, é previsto que os animais fiquem sob custódia das autoridades federais.

O zoológico deve evoluir: Justiça e dignidade animal

Para Mónica Lepe, porta-voz da Associação de Justiça e dignidade animal, os zoológicos não possuem nenhuma função educativa, pois afirma que o que é apresentado é uma espécie de escravidão, “não se pode fazer excursões para ensinar e mostrar a escravatura”. Esta organização foi a precursora desta iniciativa que já foi avaliada pelo Município de Guadalajara.

Pelo seu ponto de vista, é o momento para que as autoridades e empresários que dirigem o Zoológico Guadalajara e Villa Fantasia (Zapopan) reestabeleçam alternativas que não sejam prejudiciais aos animais. Uma delas é a adequação dos espaços ou a libertação das espécies.

A disposição que firmou o Município não terá impacto nas corridas de touros, tampouco nos espetáculos que são apresentados no zoológico. No entanto, já existem duas iniciativas também apresentadas por Salvador Caro, com a intenção de regulamentar e restringir a entrada de menores de idade na Fiesta Brava, segundo o site informador.com.mx.

Fonte: Mestizos Magazine

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