Ministério Público do DF recorre para animais não serem devolvidos a circo

Por Katiana Rabêlo

A população já começou a se mobilizar contra a devolução de animais ao Le Cirque. Em redes sociais, há várias manifestações para que os bichos permaneçam no Zoológico de Brasília.

Uma decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal determinou que um elefante, um rinoceronte, uma lhama e um hipopótamo, que vivem no zoo, sejam entregues aos proprietários do circo. Os bichos estão em Brasília desde 2008, depois do Ibama constatar maus-tratos.

O diretor adjunto do zoológico, João Suender Moreira, diz que é difícil comparar a qualidade de vida que os bichos têm hoje no zoológico com a situação em que viviam no circo. O diretor destaca o caso de Chocolate, o elefante.

O advogado do Le Cirque, Luiz Fernando Siqueira, informou que a retirada dos animais do zoológico vai ser feita de forma cuidadosa e ainda não há data marcada. Ele também explicou que os bichos não devem mais ser usados em apresentações do circo. Segundo o advogado, os proprietários disseram que os animais viverão em um santuário no Sul do País.

Simone Lima, presidente da ProAnima, associação protetora de animais, lamenta a decisão da justiça. Ela duvida que, agora, os donos do circo vão cuidar bem dos bichos.

A decisão do Tribunal de Justiça sobre a devolução dos animais foi em segunda instância. Por isso, o Ministério Público do DF recorreu ao Superior Tribunal do Justiça (STJ), para tentar manter os bichos no zoo.

A decisão também afeta alguns animais do Le Cirque que vivem em outros zoológicos do País.

Em 2011, os donos do circo foram absolvidos criminalmente. O Ministério Público recorreu, mas o STJ ainda não julgou.

Fonte: EBC

Nota do Olhar Animal: Nem circos nem zoológicos são ambientes adequados para os animais. Animais que não podem ser reintroduzidos em seus habitats teriam melhor destino em santuários. Urgente é que se defina juridicamente o que são os santuários.

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