Moçambique vai deslocar cerca de 3000 animais selvagens para explorá-los no turismo

Moçambique vai deslocar cerca de 3000 animais selvagens para explorá-los no turismo

Por Alexandre Zandamela

Moçambique vai deslocar para os parques e reservas nacionais cerca de 2935 animais de diversas espécies nos próximo cinco anos, com o objectivo de aumentar receitas provenientes da exploração turística.

Trata-se de um processo que vai iniciar ainda no segundo semestre deste ano, com a alocação, a partir da Reserva de Sabié, na vizinha África do Sul, de 200 inhalas; 100 impalas e 30 hipopótamos para a Reserva Especial de Maputo.

“Está-se na fase final do processo de aquisição de licenças de importação nos Serviços Nacionais de Veterinária e solicitação da isenção de direitos alfandegários à autoridade competente”, disse fonte da Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC).

A Reserva Especial de Maputo tem como potencialidades, na área florestal, as florestas de dunas costeiras; dos pântanos; de terras arenosas; zonas húmidas, incluindo o corredor do Fúti e as planícies inundáveis do rio Maputo; comunidades de mangais; ricas e endémicas savanas anãs; raras e endémicas espécies de plantas. No tocante a fauna bravia destaque vai para o elefante; chengane; artiodáctilos ruminantes; pangolim; esquilo vermelho; e répteis tais como crocodilo do Nilo e várias espécies de peixes.

“Até 2017, a ANAC vai, num processo que deverá terminar em 2021, translocar para o Parque Nacional do Zinave 500 cocones, 300 zebras, 1.000 impalas, 65 pivas, 150 elandes, 50 cudos, 200 búfalos, 90 girafas e 250 elefantes, espécies identificadas pela direcção daquela instituição como sendo importantes para o equilíbrio faunístico”, disse Director dos Serviços de Conservação e Desenvolvimento Comunitário, Agostinho Nazaré.

Entretanto, o Administrador do Parque Nacional do Zinave, Pedro Pereira, revelou que, paralelamente ao repovoamento da fauna bravia naquela área de conservação, estão em curso várias actividades, incluindo a construção de infra-estruturas turísticas para tornar o local apetecível para o desenvolvimento do ecoturismo; melhoramento de sistema de fiscalização e maneio da fauna.

De referir que, em 2011, foram transportados 100 animais bravios de diversas espécies e, em 2012, 50 zebras, a partir do Parque Nacional de Kruger, na África do Sul, no quadro de um acordo assinado entre os dois países.

Moçambique tem 12 áreas de conservação, entre parques e reservas, com imensa potencialidade florestal e faunística, representando cerca de 25 por cento do território nacional.

Fonte: A Bola / mantida a grafia lusitana original

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