Moradora do DF espalha casinhas de papelão para cães abandonados

Moradora do DF espalha casinhas de papelão para cães abandonados

Feitos à mão, abrigos são deixados nas calçadas e retirados de manhã. Criadora pede que pessoas não retirem nem destruam as estruturas.

Uma moradora de Sobradinho II, no Distrito Federal, precisou apenas de caixas de papelão e boa vontade para criar casinhas para cães abandonados nas ruas. Diariamente, ela monta os abrigos e deixa em locais próximos aos bichos. Em junho, uma moradora do Sol Nascente, em Ceilândia, teve iniciativa parecida em paradas de ônibus da região.

A servidora pública Luana Araújo usa papelão, fita adesiva, estilete, um saco plástico e um cobertor para tornar a noite fria um pouco mais confortável para os bichos. As estruturas são posicionadas à noite e retiradas quando amanhece, para evitar a depredação.

“Eu preciso de uma caixa de papelão, a fita, o estilete, o saquinho para colocar em cima e proteger da umidade. Eu coloco a parte maior na diagonal, corto com estilete, colo a fita, pego um pedaço de papelão de uma outra caixa, passo a fita para simular um telhado e está pronto”, diz.

Segundo Luana, é muito frequente que pessoas retirem as casinhas do local sem saber do que se trata ou mesmo destruam o abrigo. Para evitar essas situações, Luana imprime um aviso e cola sobre o abrigo para que pessoas não retirem a casinha. Ela mesmo se encarrega de levar as casinhas para a rua, onde os bichos estão.

As casinhas são colocadas discretamente em esquinas, próximos a paredes de comércios, sem que incomode qualquer pessoa. Mesmo assim, Luana diz que ainda falta compreensão por parte de alguns comerciantes que proíbem a servidora de deixar os abrigos.

A comerciante Socorro Gomes acredita que o trabalho voluntário de Luana pode servir de exemplo a outras pessoas e ajudar a tirar os bichos da rua. “O cachorro sente necessidade de comida, tem sede, sente frio. Se todo mundo fizesse um pouquinho, eu acho que não estariam tantos cachorros fora, aí na rua.”

Luana diz que quer inspirar as pessoas a não maltratarem os animais de rua. “Se você puder ajudar de alguma forma, alimentando, dando água ou, pelo menos, não destruindo o trabalho das pessoas. Quem puder, adote, porque um amigo igual a esse aqui a gente não compra.”

Fonte: G1

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