Moradores de Apucarana (PR) denunciam maus-tratos contra cavalos em bairros

Moradores de Apucarana (PR) denunciam maus-tratos contra cavalos em bairros
Cavalos no Fariz Gebrim. Foto por TNOnline

Uma leitora do TNOnline entrou em contato com a redação na manhã desta quarta-feira (5) para denunciar a situação de maus-tratos contra cavalos no Residencial Fariz Gebrim, em Apucarana (PR).

Conforme a denúncia, vários animais ficam amarrados em diversos locais do bairro, ao ar livre, sem proteção do sol ou da chuva, sem comida e água. Os animais estão excessivamente magros e alguns têm até marcas das cordas com que são amarrados.

Ainda segundo a denúncia, os animais não têm condições adequadas e são vistos sendo montados pelos proprietários e trafegando em direção ao centro diariamente. A redação entrou em contato com a prefeitura, que informou que tomará as providências cabíveis.

Outra situação ocorre no Núcleo Habitacional Afonso Alves de Camargo. Moradores do bairro relatam que uma égua de um morador local também vive em condições insalubres. Conforme a denúncia, ela está sempre amarrada no tempo, debaixo de sol, chuva e frio, e só está sendo alimentada porque os vizinhos estão dando água e comida para o animal. Segundo uma moradora que não quis se identificar, denúncias ao meio ambiente e à guarda municipal já foram feitas, porém, o animal continua nesta situação. “É uma judiação ver o bichinho sofrendo desse jeito, é de cortar o coração”, lamentou.

A Câmara de Apucarana aprovou, na sessão ordinária desta segunda-feira (3), um projeto de lei do presidente da Casa, vereador Luciano Augusto Molina (Agir), que estabelece punições administrativas para quem pratica crime de maus-tratos a animais no âmbito do município. Da mesma forma, aumenta a responsabilidade daqueles tutores que abrigam animais, mas não dão o devido tratamento.

Quem cometer o crime de maus-tratos contra animais será punido com 2 a 5 anos de reclusão, multa e proibição da guarda. Caso o crime resulte na morte do animal, a pena pode ser aumentada em até 1/3.

Fonte: TNOnline