Morre coruja-listrada resgatada com ferimento similar a tiro em Gramado, RS: ‘Mais uma vítima dos maus-tratos’, diz veterinário

Morre coruja-listrada resgatada com ferimento similar a tiro em Gramado, RS: ‘Mais uma vítima dos maus-tratos’, diz veterinário
Suspeita é de que ferimento na asa tenha sido provocado por um tiro — Foto: Halder Ramos/Divulgação Gramadozoo

A coruja-listrada encaminhada ao zoológico de Gramado com um ferimento similar a um tiro na asa esquerda morreu nesta segunda-feira (7). Segundo o zoo, a ave chegou ao parque com quadro de desidratação após ser resgatada em Canela pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), na quinta (3).

“Infelizmente, nem todos os animais que sofrem com a ação humana conseguem sobreviver. Fizemos o nosso melhor, mas ela não resistiu. É mais uma vítima dos maus-tratos. Agradecemos a todos pela torcida. Que ela sirva de exemplo para que isso não ocorra mais com outras corujas”, afirma o veterinário Renan Alves Stadler, responsável técnico do Gramadozoo.
 

Os técnicos realizaram exames e medicaram a coruja para amenizar a dor. Sem comer, o animal precisou receber alimentação forçada. Conforme o veterinário, o grave quadro de saúde não evoluiu bem, apesar dos procedimentos adotados no hospital veterinário.

Coruja-listrada foi resgatada em Canela e levada para atendimento no Zoológico de Gramado. — Foto: Halder Ramos/Divulgação Gramadozoo

A bióloga Tatiane Nunes destaca, ainda, que as corujas possuem grande importância para o meio ambiente por serem controladoras das populações de ratos, anfíbios, morcegos, répteis e insetos. Além disso, segundo ela, o equilíbrio da fauna evita o surgimento de novas doenças.

“O Gramadozoo continua com essas ações de educação ambiental para mostrar o que ação antrópica causa e a importância desses animais para o meio ambiente”, afirma Tatiane.

De acordo com Stadler, anualmente, cerca de 12 milhões de animais silvestres são retirados de seus habitats e apenas 600 mil sobrevivem. Outro dado que preocupa o especialista é o número de atropelamentos nas rodovias brasileiras: 475 milhões morrem animais silvestres por ano.

“Alguns dos que conseguimos salvar ficam com sequelas irreversíveis, têm membros amputados e não conseguem voltar à vida livre. Nós os acolhemos e damos uma vida digna”, destaca o veterinário.

Fonte: G1

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