Argentina morre chimpanze toto

Morre o chimpanzé Toto depois de 37 anos em cativeiro na Argentina

A notícia da última terça-feira (3) sobre o falecimento do primata, que vivia há muitos anos em um precário espaço dentro da reserva argentina Arca de Enrimir, causou profundo pesar e frustração.

Tradução de Adriana Shinoda

Horacio Froy, presidente da ONG Conciencia Animal, confirmou que a morte ocorreu no começo de abril, quando um grupo de protetores “foi até o zoológico tirar algumas fotografias e não encontrou ‘Toto’ na jaula”.

Diante disso, o grupo questionou os funcionários do lugar sobre o animal e foram informados que o chimpanzé estava doente, que tinha alguns tumores e por essa razão não estava à vista.

Não contentes com a explicação, eles solicitaram à Direção de Saneamento Ambiental que apurassem alguma informação oficial sobre o estado de saúde do animal, mas não obtiveram resposta, até que depois chegou ao conhecimento que Toto supostamente faleceu no dia 13 de abril, “segundo o que informou o gabinete da Prefeitura de Concordia, província de Entre Ríos”.

O chimpanzé chegou ao país em 1979 e desde então sempre viveu aprisionado, a maior parte do tempo no conhecido prédio ao norte do município de Concordia.

Pedidos de liberdade

O cativeiro do animal é parte desta suposta reserva e foi notícia em mais de uma ocasião, como em 2014 quando a Associação dos Funcionários e Advogados pelos Direitos dos Animais (AFADA) apresentou diante dos Tribunais Penais de Concordia a inédita petição de habeas corpus em favor do chimpanzé.

A representação judicial daquela época foi feita através de Paulo Buompadre, presidente da AFADA, na qual questionava-se a ampla privação de liberdade do primata e solicitava-se que fossem garantidos, pelo menos, três de seus “direitos básicos fundamentais” como o são a vida, a liberdade e o direito à integridade física e psicológica.

O objetivo era que Toto fosse transferido para um Santuário de Primatas especializado em sua espécie, a fim de que pudesse viver junto a seus semelhantes durante os últimos anos de vida, sendo atendida a solicitação por ser verdadeiramente pertinente. Mas a mesma foi sendo enfraquecida nos tribunais, nunca recebendo uma resolução favorável.

Horacio Froy lamentou e concluiu destacando que “as reclamações se intensificaram a partir de 2011, mas nem o ex-prefeito [Gustavo] Bordet, tampouco os vereadores apoiaram nosso pedido”.

Fonte: La Gaceta Online

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