Morte de cadela motiva campanha em Sorocaba, SP

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Penas mais duras para quem comete crime de crueldade contra animais é o que reivindica um grupo de moradores do Jardim Maria Eugênia, que protestaram na semana passada contra a morte da labradora Meggie, de 4 anos. A cachorra foi assassinada no dia 11 de março com um golpe de faca.

Meggie se tornou a vítima de uma desavença familiar: seu tutor, o estudante de veterinária Jhonatan Ianacoli se desentendeu com o tio em razão de divergências sobre a propriedade de um imóvel. O acusado perdeu o controle e chegou a investir contra o próprio sobrinho. Não satisfeito, atacou depois Meggie. 

Mesmo tendo sido vítima de tentativa de homicídio, o estudante está mais preocupado em impedir que aconteça com outros cães o que aconteceu com Meggie. “Ninguém tem o direito de fazer isso com os animais. Como ela, existem muitos cachorros e cachorros que existem para dar amor”. Segundo Jhonatan, a labradora era muito dócil e gostava da homem que tirou sua vida. “Não dá para aceitar que as pessoas saiam por aí com faca e façam o que bem entendem.” 

O caso é tratado em inquérito policial e já repercute em todo o País. Em sua página, na rede social Facebook, a mãe de Jhonatan, Sandra Ianacoli, alcançou a marca de 20 mil compartilhamentos. O drama de Meggie tem sido discutido no Rio de Janeiro e até em Estados do Nordeste. Advogados se dispuseram a acompanhar o processo. “Queremos que todos saibam, que apoiem a causa e nos ajudem a punir ações tão condenáveis”, disse Sandra.

No Brasil, maltratar animais de qualquer espécie é considerado crime ambiental, segundo prevê lei em vigor, com pena que pode chegar a três anos de detenção e multa.

Fonte: Cruzeiro do Sul

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