Morte de cães revolta moradores no Igara, em Canoas, RS

A morte de cães comunitários, possivelmente por envenenamento, tem deixado os moradores do Parque Residencial Igara, no bairro Igara, revoltados. Segundo eles, quatro animais morreram no local na madrugada de sábado para domingo, 23.

De acordo com o presidente da Associação dos Moradores do Parque Residencial Igara, o professor aposentado Jaime Zorzi, 61 anos, não é a primeira vez que animais morrem envenenados no bairro. Ele destaca que foi registrado um boletim de ocorrência na Polícia Civil para que o caso seja investigado. “Os cães faziam parte do nosso dia a dia. Não faziam mal a ninguém. Ganhavam ração e carinho de todos”, ressalta Jaime, que pede que seja tomada alguma providência. “Essas mortes não podem ficar impunes”, salienta.

O comerciante Sílvio Ferraz dos Santos, 64, conta que presenciou a morte de dois cães. Segundo ele, os bichinhos estavam bem, mas durante a noite de sábado começaram a passar mal. “Dei ração e água para eles na minha garagem, como sempre faço. Eles estavam até brincando. De uma hora para outra começaram a se contorcer e vomitar. Não deu tempo para salvá-los. Um morreu dentro da minha casa”, lamentou.

A dona de casa Maria Isabel Cardoso, 61 anos, também estava indignada. “Cuidávamos dos bichinhos como se fossem nossos animais de estimação. Um deles, inclusive, dormia na minha casa. Com certeza foram envenenados. Isso não pode ficar assim”, ressaltou. Para protestar sobre os abusos contra os animais, a Associação dos Moradores do Parque Residencial Igara organizou um manifesto no bairro, à noite, em favor do bem-estar dos animais.

Bem-Estar Animal acompanha o caso

A Coordenadoria do Bem-Estar Animal (CBEA) informa que recebeu a denúncia sobre a morte de cães comunitários no Residencial Igara e está acompanhando o caso, que foi registrado pela comunidade na Delegacia de Polícia. A CBEA destaca que implantou o programa pedagógico “Soltando bichos na escola” , como política de conscientização sobre a importância dos cuidados com animais em situação de rua e cães comunitários.

“A única maneira de evitar casos semelhantes é conscientizando as crianças. Atualmente esse programa acontece nas escolas públicas do município e está em estudo a possibilidade de ampliação do projeto para as escolas particulares”, revela o secretário da CBEA, Gabriel Gonçalves.

Por Sidney de Jesus

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