Morte de cavalos em hipódromo argentino: ONGs realizam denúncia

ONGs dedicadas ao cuidado de animais se apresentarão nas próximas horas frente a junto à promotoria de Posadas para que a justiça investigue a morte de dois cavalos ocorrida no Hipódromo Geral de Belgrano diante de fortes suspeitas de uso de esteroides. Problemas para Eduardo “Balero” Tores, o titular do IPLyC que patrocina a Copa Challenger que ocorreu este domingo e ganhou “Cambá Porá”, um cavalo da criação “La Tapera”. Propriedade de “Balero” e seu filho Diego Gonzálo Torres.

Amparados nacionalmente pela lei 14336, que proíbe o maltrato e a crueldade com os animais, as ONGs El Refugio, Adoptame Misiones e Autoconvocados pela Vida, se apresentaram frente à fiscalização penal de Posadas para que se investigue a morte de dois cavalos de corrida ocorrida no Hipódromo General Belgrano.

Como revelara MisionesCuatro, se suspeita do uso de esteroides com fins de melhorar o rendimento dos equinos utilizados em corridas com apostas. Domingo passado MisionesCuatro publicou a notícia sobre a morte de dois cavalos na Copa Challenger.

Esta quinta-feira se tomou conhecimento da apresentação das ONGs amparadas na lei 14336 que em seu artigo quinto proíbe estimular animais com drogas “sem buscar fins terapêuticos”. A Copa Challenger é organizada pelo Jóquei Clube Missiones e promovida pelo IPLyC (Instituto Provincial de Loterias e Cassinos – Sociedade do Estado) que preside o ex-senador da república Eduardo “Balero” Torres que, além disto, é dono de alguns dos cavalos que competem – e ganham – competições. Por suposto, até agora, Torres se pôs em silêncio com relação à morte dos dois cavalos.

Claro, no último domingo, o cavalo “Cambá Porá” correu pelo Jóquei Héctor Bottero, pertencente a seu haras “La Tapera” que ganhou a Copa Challenger. “Balero” e seu filho, Diego Gonzálo Torres, donos do haras e tutor do cavalo ganhador teria motivos para festejar. A Challenger não integra o calendário oficial de turfe argentino, nem se encontra oficializada em Misiones, ainda que, formalmente sejam realizados controles antidopings e outras medidas de proteção para com os animais.

Este domingo, a morte dos dois cavalos, informada por nós, gerou indignação em muitas pessoas. Também começaram a viralizar as fotos dos equinos. As suspeitas apontam ao uso de esteroides anabolizantes e outras substâncias que melhoram o rendimento dos equinos, mas ao mesmo tempo s expõem a insuficiências cardíacas e outras patologias relacionadas a estas substâncias. Também circularam áudios que comprovam o maltrato aos animais nos leilões que se realizam no hipódromo.

De outro lado, segundo um jornal local, a Associação de Funcionários e Advogados pelos Direitos dos Animais (AFADA), uma ONG de nível nacional não descarta apresentar-se com um processo no caso que comove a sociedade missioneira.

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Tradução Nelson Paim

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