Morte humanitária? Onde, mesmo? Nem aqui, nem lá!

Por Dr. phil. Sônia T. Felipe

Só existem matadores de animais porque existem comedores de carnes. Quem é mais responsável por essa matança? Se não houver mais demanda por carne, essa vileza humana acaba em uma semana. E carnes com selo de qualidade não diferem dessas sem selo, o animal padece igual, sente igual e morre igual. Não adianta querer aliviar o peso da consciência. Se é carnista, faz parte disso tudo aí.

No sistema chamado de “abate humanitário” não há menos tortura não. Desde quando pendurar um boi por uma perna só, esfaqueá-lo para a sangria, passar uma motosserra em seus joelhos e uma lâmina para retirada de sua pele, outra para abrir o abdômen e eviscerar, tudo isso em menos de dois minutos, pode ser feito com o animal morto? Todos os animais ainda estão vivos quando tudo isso é feito neles, porque não há cérebro que morra em 120 segundos!

Quanto à escalda e depilação em tanques de água fervente, não é diferente do que sofrem os porcos no “abate humanitário”. Segundo a médica veterinária Gail Eisnitz, em seu livro, Slaughtherhouse, de cada três porcos jogados no caldeirão de água fervente para depilação, um respira ainda. Como se sabe disso? Ao abrir o animal para evisceração, há água fervendo nos pulmões. Morte suave, uma dessas? Só pode crer nisso quem ainda crê na inocência da fatia de presunto que come no pão todo dia.


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