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Motorista de táxi resgata minúsculo bebê guaxinim de bar barulhento na Geórgia, EUA

Por Elizabeth Claire Alberts / Tradução de Alda Lima

Ninguém verificou se havia vida selvagem antes de cortar a árvore. A empresa de limpeza foi direto ao trabalho, serrando o tronco do carvalho de 200 anos para dar lugar a um novo edifício que ficaria em seu lugar.

Quando a árvore caiu, uma fêmea de guaxinim caiu no chão e foi esmagada pelo peso da madeira. Sua nova ninhada de bebês de 2 dias de idade também caiu da árvore, incluindo um pequeno guaxinim que viria a ser chamado de “Breezy”, em homenagem ao homem que salvou sua vida.

Um trabalhador da construção civil notou Breezy deitada na grama e a pegou. Breezy era tão jovem, que seu cordão umbilical ainda estava preso, e seus olhos não tinham aberto. Mas em vez de levar a pequena guaxinim a um veterinário ou a um centro de animais selvagens, o pedreiro levou Breezy a um bar para mostrá-la aos seus amigos, pensando que seria divertido brincar com a pequena criatura enquanto bebiam cerveja.

Breezy provavelmente não teria sobrevivido à noite no bar barulhento sem sua mãe para lhe dar leite ou mantê-la aquecida. Felizmente, um motorista de táxi local chamado Ron — proprietário da Breezy Cab Company — viu o pedreiro no bar com a guaxinim bebê, e o convenceu de lhe entregar Breezy. Assim que ficou com Breezy sob seus cuidados, Ron levou-a para o Savannah Wildlife Rescue na Geórgia, um santuário e clínica dirigida por Jeanne Paddison, e especializada em resgate de guaxinins.

Quando Paddison viu Breezy, ela não acreditou que a pobre coisinha fosse sobreviver. “Os bebês que chegam até nós com cordões umbilicais ainda pendurados tem sistemas imunológicos muito fracos porque não tiveram exposição suficiente aos anticorpos da mãe”, explicou Paddison ao The Dodo. Sistemas imunológicos enfraquecidos deixam os bebês suscetíveis à sepse, uma infecção bacteriana que pode matar um guaxinim bebê dentro de horas.

Apesar pequena chance de sobrevivência de Breezy, Paddison, o veterinário do local e a equipe de voluntários do Savannah Wildlife Center trabalharam duro para salvar a vida da guaxinim bebê, dando-lhe soros para hidratação e uma série de vitaminas medicinais intensivas e antibióticos. Eles também mantiveram Breezy aquecida, alimentando-a com uma fórmula especial de leite com uma seringa e bico de treinamento.

Paddison também voltou até o local da árvore derrubada na esperança de encontrar irmãos e irmãs de Breezy. Como Paddison explica, guaxinins nunca têm apenas um bebê, e sim entre quatro e seis. “Meu palpite é que os outros bebês tenham sido lançados da árvore também, mas jamais foram vistos”, explica Paddison.

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Ela procurou bastante — até mesmo subindo ao longo do tronco caído para olhar numa parte oca da árvore — mas não conseguiu encontrá-los em lugar algum. “Foi tarde demais”, diz Paddison. “Os trabalhadores já tinham demolido e queimado os destroços onde os bebês podem ter caído”.

Seus irmãos podem não ter sobrevivido, mas Breezy parece ter contrariado as expectativas. Ela passou recentemente a marca de 3 semanas, o que aumenta suas chances de sobrevivência a longo prazo. “Breezy tem lutado tanto”, diz Paddison. “Ela nos surpreende a cada dia e está indo tão bem”.

Breezy até mesmo abriu os olhos na semana passada, o que é outro bom sinal.

Quando Breezy tiver cerca de 5 meses de idade, seus instintos vão aflorar, e ela vai finalmente ser lançada de volta à natureza. Mas, por ora, esta adorável guaxinim bebê irá desfrutar do melhor cuidado possível do Savannah Wildlife Rescue, que Paddison dirige há três anos com uma equipe de voluntários solidários. (O Savannah Wildlife Rescue pode ser uma nova organização, mas Paddison tem mais de 35 anos de experiência resgatando guaxinins e outros animais silvestres).

Paddison espera que as pessoas aprendam a ser mais conscientes com a vida selvagem, especialmente quando forem cortar árvores. “A nossa urbanização está alcançando cada cavidade de árvore onde pode haver bebês”, explica Paddison. “Há tão poucas árvores restantes. Todo mundo corta suas árvores mortas sem levar em conta a natureza, e simplesmente não há espaço suficiente para a vida selvagem”.

“O motorista de táxi local resgatou a bebê de uma pessoa ignorante exibindo-a por um bar com música alta”, diz ela. “Estou muito grata pelas pessoas de bom coração que têm compaixão pela vida selvagem”.

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Para ajudar guaxinins como Breezy, você pode doar para o Savannah Wildlife Rescue. O santuário precisa especialmente de doações na temporada de bebês guaxinim (entre março e outubro de cada ano) quando tem de comprar uma fórmula cara para alimentar os animais selvagens órfãos.

Fonte: The Dodo

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