Movimento argentino pede unidade policial especial para os casos de violência animal

Movimento argentino pede unidade policial especial para os casos de violência animal

O Mapac solicitou que a polícia crie uma equipe que fique responsável pelas denúncias de maus-tratos e abandono, assim como assuntos ambientais também. O movimento ofereceu-se para dar palestras e capacitações.

O Movimiento Argentino de Protección Animal Corrientes (Mapac) tem que acudir diariamente as denúncias por maus-tratos a animais registradas na cidade, e, apesar do trabalho que desenvolvem em conjunto com a Polícia da Província de Corrientes, manifestou a necessidade de contar com uma unidade especial que possa resolver as denúncias de violência contra cavalos, cães, gatos e outras espécies e ambientais. A entidade sinalizou a urgência de que os agentes contem com capacitações sobre direitos e legislações de proteção animal e também sobre o dano ao meio ambiente.

Diariamente, o Mapac atende pelo menos uma dezena de denúncias de maus-tratos a animais, que incluem, principalmente, casos de violência ou abandono de cães e cavalos que devem ser resgatados e atendidos. Em algumas ocasiões, a polícia e a justiça têm que interceder.

“Na realidade, trabalhamos de maneira conjunta com a Polícia, a prefeitura e a justiça, mas é necessário poder contar com uma unidade policial especial que possa ficar encarregada dos casos de violência ou maus-tratos a animais e as questões ambientais. A ideia é que possam conhecer os procedimentos e normativas vigentes para poderem agir de maneira correta”, sinalizou a titular do Mapac, Isabel Cocomarola, em um diálogo com o site El Litoral. “Apesar de o trabalho que desenvolvemos ser bom, consideramos que é necessário contar com capacitações em matéria de direito animal e ambiental e sobre os protocolos para intervir, porque nos casos de violência são infringidas leis e normativas nacionais e provinciais. Também há casos em que infringem os direitos das crianças e menores que manejam os carros de tração animal”, expressou a presidente da organização que pede leis para proibir os veículos puxados por cavalos em sua cidade.

O Mapac indicou que, no caso de não poder contar com unidades especiais, é necessária a capacitação dos agentes para que, se realizarem operações de resgate, tenham conhecimento sobre os direitos dos animais e as implicações judiciais para quem maltrata animais.

Tradução de Alice Wehrle Gomide

Fonte: El Litoral 

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