MP denuncia matador de gatos e pede buscas em sua casa, em Campinas, SP

MP denuncia matador de gatos e pede buscas em sua casa, em Campinas, SP
Ativistas protestaram em frente à casa do "matador de gatos" (Foto: Reprodução/Facebook)

O Ministério Público de Campinas denunciou o homem apontado como “matador de gatos” do Jardim São Vicente pelo crime contra os animais e, além disso, pediu também exame de incidente de insanidade mental, que pode apontar se o suspeito apresenta risco à sociedade.

O MP denunciou o técnico de radiologia Paulo Marques de Freitas Neto, de 30 anos, à Justiça nesta segunda-feira (26) à noite. Ontem, a Polícia Civil também abriu inquérito para investigar o caso. Os pedidos foram feitos pelo CMDPA (Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais de Campinas).

Além da denúncia, a promotora Gabriela Gnatos Palermo decidiu pedir à polícia para fazer uma busca e apreensão na casa dele, no bairro São Vicente. A promotora foi procurada pela reportagem do ACidadeON Campinas mas não foi encontrada.

O “matador de gatos” foi detido no começo deste mês pela GM (Guarda Municipal) após matar 11 gatos, cortar suas cabeças e tomar o sangue dos crânios com um canudo. Ele disse que o ritual faz parte da religião que segue e afirmou que tomou a iniciativa após ser ordenado por uma “voz”.

Neste final de semana, ele teria sido visto procurando gatos para adotar. Os protetores de animais dizem que ele foi visto no Parque Portugal, no Taquaral, e também nos arredores do Cemitério da Saudade. Foi isso que motivou o CMPDA a registrar um novo boletim de ocorrência nesta segunda, no 5º Distrito Policial de Campinas, além de protocolar a representação no MP.

O CASO

No dia 3 de março, a GM deteve o “matador de gatos” após vizinhos denunciarem o caso. Ao chegarem na residência do acusado, os guardas encontraram 11 cabeças dos animais guardadas em potes, e mais cinco corpos de gatos (sem as cabeças) espalhados pelo quintal. Ele confessou o crime. O caso revoltou e chocou moradores, ONGs de proteção animal e protetores autônomos.

Na ocasião, o homem foi levado ao plantão do 1º Distrito Policial, onde foi elaborado um Termo Circunstanciado por maus-tratos de animais. A polícia pediu à Justiça a internação provisória do homem, mas a decisão ainda não saiu.

Ele foi internado na ala psiquiátrica do Hospital Ouro Verde pela sua mãe, mas teve alta na semana passada.

Fonte: A Cidade ON

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