MP quer plano emergencial para resgatar animais em caso de rompimento de barragem em Barão de Cocais, MG

MP quer plano emergencial para resgatar animais em caso de rompimento de barragem em Barão de Cocais, MG

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) pediu que à Vale apresente, com urgência, um plano emergencial de resgate de animais em caso de um possível rompimento de barragem em Barão de Cocais, na região Central do Estado. O órgão quer evitar que os bichos fiquem atolados ou perdidos em caso de ruptura da barragem.

Na última sexta-feira (8), moradores das comunidades de Socorro, Tabuleiro e Piteiras tiveram que deixar suas casas após detectado um risco de rompimento da barragem Gongo Soco.

No documento, o MPMG quer saber como a empresa faria para localizar, resgatar e cuidar dos animais domésticos. Segundo o órgão, a mineradora chegou a elaborar um plano, que foi considerado ineficiente pela promotora de Justiça Luciana Imaculada de Paula, da Coordenadoria Estadual de Defesa da Fauna (Gedef). “A Vale apresentou um plano emergencial, que entendemos não ser satisfatório, por faltarem elementos básicos, como cronograma e a logística da retirada”, ressalta.

Ainda de acordo com a coordenadora do Gedef, “por causa disso, o MPMG requisitou a complementação da recomendação, concedendo prazo de 24h. Caso não haja a complementação no prazo estipulado, a questão terá que ser judicializada”, destaca.

Segundo a promotora, o Ibama já notificou a Vale pelo mesmo motivo, e a Defesa Civil deu prazo até esta quarta feira (13), para que a Vale retire os animais da área de risco. A Vale foi procurada pela reportagem, mas ainda não se manifestou sobre o caso.

Medidas

De acordo com o MPMG, o plano deverá prever, entre outras ações, a execução das seguintes medidas: composição de equipe técnica qualificada para realizar ações de busca, resgate e cuidados de animais; disponibilização de equipamentos, maquinários, veículos (aéreos ou terrestres) e suprimentos necessários à busca, resgate e cuidados dos animais; diagnóstico das áreas atingidas, visando à localização, identificação e quantificação de animais isolados.

Caso o animal não possa ser entregue ao seu tutor, deverá ser mantido em abrigo que assegure condições de bem-estar específico a cada espécie.

Fonte: Hoje em Dia