MPE cobra providências em relação aos animais domésticos abandonados em Cuiabá

Audiência pública para tratar o assunto será realizada na quinta-feira. O evento ocorrerá no auditório das Promotorias de Justiça da Capital, ao lado do Fórum.

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio da 15ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa do Meio Ambiente Natural, realizará nesta quinta-feira (11), às 14h30, audiência pública para discutir a atual situação e providências a serem adotadas com relação aos animais domésticos abandonados no perímetro urbano de Cuiabá. O evento ocorrerá no auditório das Promotorias de Justiça da Capital, ao lado do Fórum.

De acordo com a promotora de Justiça Ana Luiza Avila Peterlini de Souza, o município de Cuiabá não dispõe de abrigo ou qualquer serviço análogo para captura e abrigamento de animais domésticos abandonados no perímetro urbano. O serviço vem sendo desempenhado por entidades voluntárias, que dependem de doações da população para realizar os atendimentos.

“O problema de animais abandonados afeta não só os próprios animais, que constantemente são atropelados e vítimas de maus tratos, mas o próprio ambiente e a saúde da população, pois muitas vezes são hospedeiros de doenças graves”, destacou a promotora de Justiça.

Atualmente, umas das entidades que tem se destacado no trabalho de proteção aos animais em Cuiabá é a Associação Mato-grossense Voz Animal (AVA). A entidade funciona em uma chácara e conta com cerca de 250 animais abrigados, mas a capacidade é para 180 animais. A AVA não recebe ajuda do Poder Público municipal ou Estadual e se mantém com doações e recursos provenientes do Juizado Volante Ambiental (Juvam).

Foram convidados para a discussão, representantes de várias instituições, entre elas, a Delegacia Especializada de Meio Ambiente, Associação Nacional dos Clínicos Veterinários de Pequenos Animais em MT, Conselho Regional de Medicina Veterinária, Associação de Voz animal, Centro de Zoonoses e Organização de Proteção Animal.

“Queremos discutir o tema com toda a população cuiabana, especialmente com o Poder Público, para que sejam adotadas providências efetivas visando dar solução a este problema”, concluiu a promotora de Justiça.

Fonte: Expresso MT

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