Mulher acusa vizinho de matar cão com água fervente em Guajará, RO

Mulher acusa vizinho de matar cão com água fervente em Guajará, RO
Polícia deve investigar o caso (Foto: Júnior Freitas/ G1)

Uma mulher denunciou o vizinho à Delegacia Regional de Polícia Civil de Guajará-Mirim (RO), cidade distante cerca de 330 quilômetros de Porto Velho, na terça-feira (6). O homem teria jogado água fervente em seu cachorro no último dia 1. Depois de agonizar por várias horas, com queimaduras de terceiro grau nas costas, o animal acabou morrendo. A Polícia Civil investiga o caso. 

Conforme as informações do boletim de ocorrência, a mulher viajou para a capital e deixou o animal em sua residência sob cuidados de um conhecido. Quando retornou de viagem, encontrou o cachorro agonizando com uma grande queimadura nas costas. Desesperada, a tutora tentou socorrer o bicho, mas ele não resistiu aos ferimentos. Testemunhas disseram à moradora que um vizinho teria jogado água fervente nas costas do cão.

O G1 tentou contato com a tutora do cachorro, mas ela não atendeu e nem retornou as ligações.

De acordo com a Polícia Militar Ambiental, em casos de maus-tratos a animais, os policiais vão até o local para constatar a denúncia e fazem um Boletim de Ocorrência Ambiental (Boa), para que seja entregue ao delegado plantonista na Delegacia Regional de Polícia Civil. O crime de maus-tratos está previsto no artigo 32 da Lei 9.605/98, que é a Lei de Crimes Ambientais, com pena de três meses a um ano de reclusão e multa.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Lawrence Lachi, a vítima, o suposto agressor e testemunhas serão intimadas para depor. Se a agressão ao animal for comprovada, o suspeito pode responder por crime de maus-tratos e será lavrado um Termo Circunstanciado (TC) contra ele.

“Primeiro vamos ouvir as partes envolvidas, e posteriormente poderá ser lavrado um TC contra o infrator, por crime ambiental. Se for constatado o delito, o TC é encaminhado para o Juizado Especial Criminal (Jecrim). Não é um flagrante, e nem caso de instaurar inquérito, porque é um crime de menor potencial ofensivo”, explicou Lawrence.

Por Júnior Freitas 

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