Mulher julgada por torturar 30 cães que tinha em casa

Mulher julgada por torturar 30 cães que tinha em casa

Uma mulher foi acusada pela Procuradoria Distrital de Lisboa de 30 crimes de maus–tratos a animais de companhia. A situação foi descoberta pela PSP, em setembro de 2017, após busca à residência da arguida, em Lisboa, Portugal.

A mulher mantinha em casa 30 cães, muito mal tratados. Além de não limpar a habitação, também não lhes dava alimentação adequada. Segundo a acusação, há registos de que “alguns animais tenham sido sedados com a utilização de fármacos, para que dormissem e não fizessem barulho”.

No momento em que os polícias revistaram a casa da mulher, os cães “apresentavam infestações por pulgas, queda de pelo, lesões cutâneas, e parasitismo”. Muitos tinham ainda extensas feridas, resultantes das frequentes lutas em que se envolviam dentro da habitação.

Assim, resulta da acusação que a arguida “sem motivo legítimo, infligiu dor, sacrifício, mal-estar, sofrimento e outros maus-tratos físicos aos animais”. Além do julgamento, o Ministério Público propõe que a mulher seja proibida de voltar a ter animais domésticos e que os cães apreendidos sejam dados como perdidos a favor do Estado.

Investigação da PSP dirigida pelo DIAP de Lisboa – Acusação pela prática de trinta crimes de maus tratos a animais de companhia por omissão. O MP requereu o julgamento em tribunal singular de uma arguida, pela prática de trinta crimes de maus tratos a animais de companhia por omissão. No essencial ficou indiciado que a arguida, desde pelo menos, ao ano de 2015 e até ao dia 7 de Novembro de 2017, deteve um número não concretamente apurado de animais, na fracção autónoma em que habitava, em Lisboa. Em Setembro de 2017, a arguida detinha, na referida habitação, trinta canídeos.Durante esse período a arguida não procedia à limpeza da habitação, não prestava cuidados de aos animais, e a dada altura passou a sedar os animais, com fármaco, para que estes não fizessem barulho. Em consequência da conduta descrita, aquando da intervenção das autoridades os animais apresentavam infestações por pulgas, alopecias, lesões cutâneas, sintomas de parasitismo e lesões resultantes de lutas havidas entre eles. Com as condutas descritas, a arguida e sem motivo legítimo, infligiu dor, sacrifício, mal-estar, sofrimento e outros maus tratos físicos aos animais que detinha, assim lesando a sua saúde e integridade física.O MP requereu a aplicação à arguida da pena acessória de privação do direito de detenção de animais de companhia e de perda dos animais a favor do estado.O inquérito foi dirigido pelo MP na 5ª secção do DIAP de Lisboa com a coadjuvação da PSP.http://www.pgdlisboa.pt/home.phpNa altura dos fatos o Comando Metropolitano de Lisboa difundiu informação sobre o assunto através das suas redes sociais:https://psp-cometlis.blogspot.com/2017/11/maus-tratos-animais.html

Julkaissut Polícia de Segurança Pública – Comando Metropolitano de Lisboa Keskiviikkona 17. lokakuuta 2018

Por Miguel Curado

Fonte: CM / mantida a grafia lusitana original

 

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