Negão foi atacado por um pitbull na última semana. Após denunciar o caso, protetora está sofrendo ameaças de morte. — Foto: Reprodução/TV Globo

Mulher que denunciou PM que instigou pit bull a atacar vira-lata relata ameaças em BH

A protetora que está cuidando de um cão de rua que foi atacado por um pit bull, na semana passada, em Belo Horizonte (MG), relata que está sendo ameaçada de morte. Uma das mensagens diz que “na próxima vez que eu aparecer na mídia vai ser no meu velório, com a cara cheia de tiro”, relatou a estudante Bruna Azevedo.

VÍDEO: Protetora que cuida de cachorro atacado por cão de policial está sofrendo ameaças em BH

Pessoas que presenciaram o ataque, na última quarta-feira (4), disseram que um homem que se identificou como sargento de polícia provocou o pit bull dele, retirou a focinheira do animal e instigou o ataque ao vira-lata de rua. O caso foi em frente a um bar no bairro Tupi, na Região Norte de Belo Horizonte.

A jovem é envolvida na causa da proteção aos animais e contou que, desde que publicou o vídeo mostrando as agressões sofridas pelo cachorro, recebeu mensagens nas redes sociais dizendo que os passos dela estão sendo seguidos. Em outro recado, uma pessoa disse que é policial e que ela “não sabe com quem está mexendo”.

Os ferimentos na cabeça e na orelha de Negão estão sendo cuidados e o inchaço no pescoço já diminuiu. A Polícia Militar (PM) confirmou que o homem que estava com o pit bull é da corporação, mas não informou a patente, nem a área em que ele atua. O militar está sendo investigado tanto pela PM, quanto pela Polícia Civil.

“O militar, mesmo de folga, quando ele comete uma ação que fira valores institucionais, nós apuramos e tomamos providência também. E, dependendo da situação, pode caber até uma exclusão das fileiras da corporação”, disse major Flávio Santiago, porta-voz da PM.

Fonte: G1

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