Mulher que enviou barbatanas de tubarão do Brasil para os EUA é condenada na Flórida

Mulher que enviou barbatanas de tubarão do Brasil para os EUA é condenada na Flórida
Pepinos do mar foram um dos itens contrabandeados

Uma mulher chinesa, identificada como Xiao Pingping, de 38 anos, foi condenada nos Estados Unidos por contrabando de barbatanas de tubarão, cavalos-marinhos, pepinos-do-mar e tentativa de contrabando de ginseng americano, uma planta medicinal protegida por convenções internacionais.

O caso veio à tona quando autoridades do Aeroporto Internacional de Fort Lauderdale-Hollywood, na Flórida, interceptaram um pacote enviado por Xiao do Brasil. A etiqueta de remessa alegava conter “barriga de peixe”, mas a inspeção revelou uma carga ilegal de 33 cavalos-marinhos, 435 pepinos-do-mar e 16 barbatanas de tubarão.

Segundo a polícia dos EUA, os itens, classificados como animais selvagens, deveriam ter sido declarados ao Departamento de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos. Além disso, o ginseng americano, encontrado na segunda tentativa de contrabando, é uma espécie protegida pela Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Selvagens (CITES).

O tribunal americano condenou Xiao a um mês de prisão em decorrência dessas atividades ilegais, enfatizando a seriedade do contrabando de espécies ameaçadas e a importância de proteger o comércio de plantas medicinais em risco.

A saga começou em 19 de novembro, quando agentes de fronteira examinaram a bagagem de Xiao durante uma viagem de Manágua, Nicarágua, para a Flórida. O exame de raio-X revelou 11 pepinos-do-mar escondidos nas roupas, e a chinesa tentou despistar as autoridades alegando ser “barriga de peixe”.

Em 24 de novembro, durante outra viagem, oficiais de fronteira identificaram anomalias semelhantes em uma caixa pertencente a Xiao. Uma revista minuciosa revelou nove sacolas e quatro caixas de ginseng americano, confirmando suas tentativas persistentes de contrabando.

A investigação foi conduzida pelo Escritório de Aplicação da Lei do Departamento de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos, com assistência de Investigações de Segurança Interna e Alfândega e Proteção de Fronteiras. O caso destaca a importância da cooperação internacional na preservação da vida selvagem e no combate ao tráfico de espécies ameaçadas.

Fonte: Brazilian Times

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