Mulher que se dizia “protetora de animais” matou 2.200 cães e gatos na Espanha

A presidente de uma associação de proteção de animais está a ser acusada de matar cerca de 2200 animais, em “autênticas sessões de extermínio”. A mulher enfrenta uma pena de prisão de quatro anos, após o Ministério Público a ter acusado de eutanasiar animais saudáveis de modo incorreto, provocando-lhes uma morte “lenta e dolorosa”.

A dirigente da Parque Animal, uma associação sem fins lucrativos para a defesa de animais abandonados e para adoção localizada em Torremolinos, Málaga, terá morto centenas de cães e gatos com a ajuda de um cúmplice, como conta o La Vanguardia.

O Ministério Público afirma ainda que muitas pessoas deixaram os animais de estimação nesta associação para serem adotados e eles acabaram por ser mortos. Em Málaga, têm sido coladas nas ruas fotografias de animais colocados no Parque Animal por pessoas que confiaram nos seus serviços e que esperam recuperá-los.

Segundo a acusação, a presidente e o ajudante sacrificaram vários animais domésticos “de forma massiva e injustificada” entre 2008 e 2010. Os dois realizavam “autênticas sessões de extermínio” de animais saudáveis e “sem que houvesse causa que justificasse a morte” dos animais, além da “falta de espaço no centro e a prioridade que a acusada dava aos seus fins privados”.

Os “sacrifícios em massa” aconteciam sem qualquer controlo veterinário, continua a investigação do Ministério Público. Era a presidente quem abatia os animais, “de forma inexperiente e sem sedativos”, e aplicando doses abaixo das necessárias para “economizar”. Como resultado, os animais eram submetidos “a uma lenta e dolorosa agonia, totalmente injustificada”.

Os acusados tinham conhecimento do mal que estavam a fazer, segundo a acusação, pois os animais “retorciam-se de dores durante horas”. Para esconder as mortes, os dois matavam os animais de manhã, desligavam as câmaras de segurança e aumentavam o volume da música, para abafar o barulho dos animais.

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