Mulher se declara culpada de crueldade animal nos EUA

Mulher se declara culpada de crueldade animal nos EUA
Foto: Denise Blackwood

Denise Blackwood se declarou culpada, em 30 de março, de uma acusação de submeter intencional ou conscientemente um animal doméstico a maus-tratos cruéis, um cachorro da raça mastiff, um crime de classe cinco. Esta foi processada como a primeira acusação em dez queixas feitas à Corte Superior do Condado Apache, em Arizona (EUA), no dia 10 de fevereiro. Ela também se declarou culpada de submeter intencionalmente um animal sob sua custódia ou controle à negligência cruel ou abandono que causou ao animal sérios danos físicos, neste caso, um cachorro morto, um crime de classe seis. Essa acusação foi a primeira em 14 queixas feitas no mesmo dia. Os outros 16 crimes e seis contravenções de que ela foi acusada nos dois casos separados serão arquivados.

Os dois casos surgiram das condições de duas propriedades alegadamente ocupadas por Blackwood na área do Concho onde os delegados do xerife encontraram cenas horríveis de morte e negligência de cães, cabras, cavalos e aves. Ela foi uma vez listada como uma diretora de uma entidade sem fins lucrativos de resgate animal com a Arizona Corporation Commission (Comissão da Corporação Arizona).

As partes estipularam no acordo de confissão que Blackwood deve ser colocada em um período máximo de liberdade condicional supervisionada por três anos para cada acusação, com a condicional a ser executada simultaneamente. O que significa que, enquanto ela cumpre os primeiros três anos de período de liberdade condicional, ao mesmo tempo, ela estará cumprindo ao período dos outros três anos.

Os termos da liberdade condicional incluirão que ela “concorda em não ter, possuir, ou ser a parte responsável ou custodiante de qualquer animal”, não apenas durante os três anos de liberdade condicional, mas pelo resto da sua vida. Como parte da condicional, ela evitaria o tempo de prisão, mas poderia ser sentenciada a um ano de prisão no condado a partir de sua sentença. Se ela violar qualquer termo de sua liberdade condicional, por exemplo, ao possuir um animal ou falhar em permanecer uma cidadã cumpridora da lei, poderia ir para a prisão por um máximo de quatro anos e meio.

Ela poderia também ser condenada à multa de 150.000 euros. Ela terá que pagar 1.000 euros pelas custas processuais, e “custos médicos efetivos incorridos pelo município”, e pode ter que pagar uma porção dos custos do município do seu defensor público. Outros termos, incluindo prisão a qualquer momento, serão decididos na sentença que está marcada para o dia 15 de junho às 09h30.

Por Lynch The Independent / Tradução de Fátima C G Maciel 

Fonte: WMICENTRAL.COM

Saiba mais sobre o caso clicando aqui (em inglês).

Os comentários abaixo não expressam a opinião da ONG Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.