Na Espanha pedem colaboração dos cidadãos para reconhecimento do indivíduo que enforcou sua cadela

Na Espanha pedem colaboração dos cidadãos para reconhecimento do indivíduo que enforcou sua cadela
Os bombeiros tiveram que desenganchar o animal / E. C.

A cadela, que já estava morta há três dias, foi retirada pelos bombeiros em 18 de novembro. Não possuía o microchip, no qual qualquer informação seria crucial para a investigação.

A Polícia Municipal de Abanto-Zierbana, na Espanha, deu início a uma investigação para localizar a pessoa que enforcou uma cachorra, encontrada no mês passado pendurada em uma árvore no bairro El Casal, nos arredores das escolas da Franco-Belga. O grupo Indaz, uma formação independente, como também a associação ativista Bere Ahotsa, pedem a colaboração dos cidadãos para encontrar o individuo. “Precisamos encontrar quem fez essa selvageria”, explica a vereadora Begoña Fraile, que pede a qualquer pessoa que reconheça o animal ou suspeite de quem possa ter sido o autor deste crime de maus-tratos grave de animal, punível com pena de prisão de até 18 meses e uma multa de até 15.000 euros, que contate a entidade protetora, seu grupo ou a Polícia.

Trata-se de uma cadela da raça Pit-Bull, de cor parda, com manchas mais claras, e uns 35 kg de peso. Não apresentava o microchip de identificação, algo que por si só já viola a lei de proteção animal porque dificulta a identificação do dono e facilita, portanto, o abandono e outros fatos tão repreensíveis quanto a morte violenta do animal ficam impunes. Segundo fontes municipais, ela estava morta há três dias e foi enforcada em um terreno de difícil acesso. Portanto, qualquer informação fornecida pelos vizinhos pode ser muito relevante para a investigação. Os bombeiros de Vizcaya tiveram que subir na árvore para poder resgatar o animal.

Poucas horas depois desta descoberta macabra, outro indivíduo, que reside numa pensão de Bilbao La Vieja, jogou supostamente um cachorro pela sacada com vista para o píer de Marzana. O pequeno animal bateu forte no chão e, embora um rapaz o levasse ao veterinário de emergência, nada pode ser feito com sua vida. A polícia também investiga os fatos.

Por Eva Molano / Tradução de Flavia Luchetti

Fonte: El Correo

Os comentários abaixo não expressam a opinião da ONG Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.