Na orla do Lago Paranoá, em Brasília, dupla agarra capivara para tirar fotos

Na orla do Lago Paranoá, em Brasília, dupla agarra capivara para tirar fotos

G1 flagrou a ação em vídeo; animal tenta escapar, mas é contido. Contato é perigoso para o animal e para o homem, diz Polícia Militar.

Por Nathalia Passarinho

DF foto capivara

Um grupo de homens que passeava no último domingo (25) na orla do Lago Paranoá, em Brasília, foi flagrado segurando à força uma capivara filhote para tirar fotos. A ação foi registrada pelo G1, na altura da QL 14 do Lago Sul.

A capivara descansava na orla, quando dois homens agarraram o animal. Eles se revezaram para tirar fotografias, enquanto a capivara tentava escapar.

Os homens perceberam que estavam sendo filmados e deixaram o local depois de fazerem os registros. Um deles parecia estar com alguns peixes presos em uma corda. Pouco depois, outros dois homens passaram pelo mesmo lugar e também resolvem segurar a capivara, para tirar fotografias.

Enquanto acariciava o bicho um deles disse: “Acho que ela está doente”. Depois de registrar o momento, eles também deixaram o local. O animal permaneceu por cerca de 30 minutos na beira do lago e depois entrou na água.

O capitão Marcos Braga, da Polícia Militar Ambiental do DF, alerta que o contato direto com a capivara pode provocar danos tanto para o ser humano quanto para o bicho. “A agitação pode trazer malefício para o bicho, que pode até ter problemas cardíacos e morrer de estresse. Isso é muito mais comum do que se pensa”, afirmou ao G1. Outro risco é a capivara atacar o homem, por se sentir acuada.

“A gente nunca sabe qual vai ser a reação do animal ao se sentir ameaçado. Temos vários relatos de ataques de capivara a cachorros. E a mordida desse animal é muito forte, ela tem canino grande. Além do ferimento, a mordida pode trazer infecções”, alerta.

De acordo com o capitão da PM Ambiental, a capivara também hospeda o carrapato estrela, que transmite febre maculosa, doença provocada pela bactéria do gênero Rickettsia que pode causar a morte se não for corretamente tratada. Os sintomas são dor muscular, dor de cabeça, febre, manchas na pele e, nos casos mais graves, necrose nas extremidades.

Segundo Marcos Rogério, o incentivo à ocupação da orla no DF deve aumentar o contato do ser humano com as capivaras. A interação, se não for “respeitosa”, pode prejudicar o animal e gerar riscos para os frequentadores do lago.

“Com a liberação da orla, o contato com esse tipo de animal vai ser maior. A gente tem que ter esse cuidado, para que o aumento da população na beira do lago não venha a causar desconforto para os animais, ao mesmo tempo em que é preciso evitar a proliferação das doenças”, disse.

Assista ao vídeo clicando aqui.

Fonte: G1

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