Na província argentina de Neuquén protetores se opõem à ”legalização” aos maus-tratos de galgos

Na província argentina de Neuquén protetores se opõem à ”legalização” aos maus-tratos de galgos

Os protecionistas firmaram sua posição ante o projeto para regulamentar a atividade.

Tradução Adriana Aparecida Shinoda Marques

Argentina maus tratos galgos

Os galgueiros não se dão por vencidos e agora insistem em legalizar as corridas em um canódromo. Além disso, propõem trabalhar com os protetores dos animais – que por sua vez manifestaram sua recusa – e ainda que seja regulado pelo Instituto de Jogos de Azar de Neuquén (IJAN).

Isto é o que quer a associação de Proprietários de Galgos de Competição da província em um projeto que apresentaram ao Congresso. O objetivo é que possam ser feitas corridas em cada uma das cidades de modo legal e com os devidos controles para cuidar dos cães.

Um dos pontos é criar uma creche canina e dispor para adoção os galgos que não competem mais. Mas o projeto foi rejeitado totalmente pelos protetores que, se o aprovassem, seriam considerados como participantes desses maus-tratos.

No dia 30 de julho, o Conselho Deliberante proibiu as corridas de galgos em todo o território urbano e advertiu que aplicaria vultosas multas a quem as organizasse, promovesse e participasse de modo clandestino.

No entanto, a proibição das corridas foi considerada um “ato apressado” pelos criadores de galgos e – de modo contrário – como uma sorte de “triunfos” para os protetores dos animais.

Os aficionados por estas corridas garantiram que foram iniciadas ações legais assim que aprovada a normativa no Deliberante, uma vez que alegaram que nunca foram consultados por seus vereadores.

“Aqui foi ouvida uma só campanha. Proibiram e tampouco nos escutaram. Amamos os galgos e seu bem-estar é nossa preocupação”, alegou Gustavo Ramirez, integrante da associação.

O projeto prevê que o IJAN possa determinar os requisitos que devem ser cumpridos nos canódromos, como modificar os regulamentos de competição, estabelecer a quantidade de corridas e coordenar as orientações sobre a condição sanitária dos animais. Fixaria ainda as comissões e percentuais de apostas direcionadas aos prêmios e criaria uma agência de apostas nas competições.

Legalizar os abusos

Contudo, a Associação Protetora dos Animais recusou o projeto porque considera que seria “legalizar os abusos”.

Sustentaram que “de nenhuma maneira um protetor dos direitos dos animais pode se envolver como parte controladora em uma atividade onde o mal e a exploração se fazem presentes violando o direito dos cães”.

Para os proprietários dos galgos a proibição desta atividade implica “nivelar para baixo”, uma vez que em outros países estas corridas são feitas em piores condições.

No entanto, os argumentos não convencem aos protetores, que comparam a legalização desta atividade como se fosse regulamentado até mesmo o tráfico de pessoas.

O debate está aberto e promete continuar gerando polêmica.

Fonte: lmneuquen

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