Nars vai testar em animais para entrar na China. Agora arrisca boicote

Nars vai testar em animais para entrar na China. Agora arrisca boicote
Foto: iStock

É uma marca de culto no universo dos cosméticos. E está a caminho do maior mercado do mundo, a China. Mas este passo não chega sem riscos e há até quem fale em boicote.

A razão? Os testes em animais.

A Nars mantinha a tradição de não o fazer, mas entrar no mercado chinês obriga a respeitar as regras do país. E na China é obrigatório testar produtos em animais antes de os colocar no mercado.

Esta decisão, porém, pode trazer dissabores para a marca.

As críticas não se fizeram esperar e há quem acuse a marca de pôr o “dinheiro acima dos princípios”. E entre os clientes habituais há já quem apele ao boicote, como dá conta o Independent.

Nas redes sociais, a marca tentou atenuar a crise, procurando justificar a decisão. Mas muitos clientes não se pouparam nas críticas.

We want you to know that we hear you. The global elimination of animal testing needs to happen. We firmly believe that product and ingredient safety can be proven by non-animal methods, but we must comply with the local laws of the markets in which we operate, including in China. We have decided to make NARS available in China because we feel it is important to bring our vision of beauty and artistry to fans in the region. NARS does not test on animals or ask others to do so on our behalf, except where required by law. NARS is committed and actively working to advance alternative testing methods. We are proud to support the Institute for In Vitro Sciences (IIVS), a globally recognized organization at the forefront of advancing non-animal methods in China and around the world. NARS is hopeful that together, we can work toward a cruelty-free world. For more on the good work IIVS is doing, see: http://bit.ly/2rVjnwV

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Fonte: Notícias ao Minuto / mantida a grafia lusitana


Nota do Olhar Animal: A empresa se manifesta fortemente contra os testes em animais, exceto nos países em que ela é exigida por lei. Nada abala a postura “ética” daquela organização a não ser o tilintar das moedas de países que a “obrigam” a testar em animais. Hipocrisia deslavada. Se fossem contra os testes não abririam exceção, simplesmente não venderiam para os países que vergonhosamente exigem a tortura contra os bichos. O discurso desta empresa contra a experimentação em animais se revela um mero oportunismo de quem vê o “veganismo” como nicho de mercado e não como um padrão ético de comportamento. Esta postura, que busca dissimular o interesse maior pelo lucro acima de quaisquer outros valores, não merece respeito algum. E mesmo os consumidores que lamentavelmente não compartilham da oposição à experimentação animal deveriam se preocupar com este modus operandi da empresa.

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