No Amapá, jovens invadem reserva ambiental e apedrejam anta

No Amapá, jovens invadem reserva ambiental e apedrejam anta

Grupo teria utilizado estilingues para agredir o animal silvestre. Invasão ocorreu por volta das 16h30 de quarta-feira (27), em Santana.

Por Jorge Abreu

Um grupo de jovens é suspeito de invadir a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Revecon e apedrejar uma anta, batizada de Chicão, que vive há mais de 15 anos no local.

Estilingues teriam sido utilizados para a agressão. A invasão ocorreu por volta das 16h30 de quarta-feira (27), em Santana, a 17 quilômetros de Macapá.

De acordo com o gerente técnico da Revecom, Paulo Amorim, pessoas que passavam no entorno da reserva avistaram cerca de seis a oito jovens pulando uma cerca que dá acesso a área. Dois funcionários foram acionados para verificar a situação, momento em que se depararam com uma barulheira e a anta em estado de estresse.

AP santana anta 02dok“A anta é um animal pacífico, que está conosco há mais de 15 anos. Esse tipo de animal silvestre adora criança, se comporta muito bem em meio a pessoas. Para estressar uma anta é necessário ela ser ameaçada de uma forma grave”, explicou Amorim.

Segundo o gerente técnico, os jovens fugiram ao perceber a presença dos funcionários. “Chicão” não apresentou ferimentos graves, mas ainda vai passar por exames. Amorim conta que o local tem sido invadido com frequência e que a falta de recursos impede a contratação de guardas ambientai.

“As invasões viraram frequentes na reserva, devido a falta de guardas florestas, que em meio à crise não conseguimos manter um quadro com vigilância constante numa área de 17 hectares. Os invasores sabem desse problema. São nos horários quando há menos pessoas na reserva que ocorrem as invasões. É trabalho orquestrado”, destacou.

Amorim ressalta que grande parte dos animais que são levados para a reserva ambiental é vítima de agressão de humanos.

A Revecon tem 135 animais, entre aves, quelônios, uma anta e uma onça, que vivem nos logradouros da reserva. Outros 300 animais ficam soltos pela área de mata.

“É uma atitude absurda. Estamos enfrentando uma situação aqui no estado lastimável. O que mais se vê são jovens fazendo o que querem pela rua. Recebemos grande quantidades de animais na reserva com ferimentos provocados por agressões, como apedrejamento e pauladas. São animais com asas quebradas, patas machucadas”, lamentou Amorim.

Em 23 de junho, uma ventania que derrubou 90 árvores em Macapá danificou logradouros e uma ponte da Revecom. Foram contabilizados cerca de R$ 12 mil em prejuízo. Nenhum animal ficou ferido com o fenômeno natural.

Fonte: G1

Mais notícias

{module [427]}

{module [425]}

Os comentários abaixo não expressam a opinião da ONG Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.