No AP, polícia apura denúncias de maus-tratos a animais em nove casas

No AP, polícia apura denúncias de maus-tratos a animais em nove casas
Cadela grávida foi o primeiro animal resgatado na operação; ela estava em casa abandonada (Foto: Fabiana Figueiredo/G1)

Uma operação nesta sexta-feira (17) apura denúncias de maus-tratos a animais em Macapá e Santana. A ação faz buscas em nove casas. O serviço começou na Zona Norte da capital e deve continuar até o fim da tarde em mais locais na Zona Sul e em Santana.

A polícia recebeu denúncias de casos de abandono, tortura com correntes, animais com fome e sede e outros de raça que foram escravizados para procriação. Até a publicação desta matéria, ninguém havia sido preso. Uma cadela grávida foi a primeira da operação a ser encontrada em uma casa abandonada.

A Delegacia de Meio Ambiente (Dema), da Polícia Civil do Amapá, é quem comanda a operação, com apoio do Batalhão Ambiental da Polícia Militar, e participação de voluntários das ONGs Amigos dos Animais de Rua (Amar), Anjos Protetores e Salvação, de proteção a cães e gatos vítimas de maus-tratos, que ajudaram com denúncias.

Os suspeitos localizados poderão responder pelo crime de maus-tratos com pena de até 1 ano de prisão, além de pagamento de multas, previsto no artigo 32 da lei de crimes ambientais.

Para a advogada Suelen Penafort, voluntária da ONG Amar, a punição ainda é pequena e, por isso, os crimes continuam acontecendo com normalidade.

“Geralmente a pena é convertida em prestação de serviços à comunidade, ou valores doados para associações para aquisição de ração ou que a gente custeie veterinário, só que esses valores são pequenos porque é um crime ambiental. A população tem que se conscientizar que é um crime, que não é porque ele é de menor potencial ofensivo que ele deixa de ser um crime. E a população não deve cometer esse tipo de crueldade com os animais”, disse Suelen.

Por Fabiana Figueiredo

Fonte: G1

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