Nova matança ecologista de animais a caminho, agora em Floripa

Nova matança ecologista de animais a caminho, agora em Floripa

Por Luciano Carlos Cunha

Quando é para intervir na natureza para ajudar os animais: “Que arrogância! Você está brincando de deus! Nunca se deve intervir na natureza”.

Quando é para intervir na natureza para praticar a matança ecologista de animais, em nome da preservação de entidades abstratas, não-sencientes, como espécies e o equilíbrio natural: “aprovado!”.

O que piora tudo é que a maioria das pessoas (incluindo defensores dos animais) não sabe que o ecologismo/ambientalismo está em oposição ao respeito pelos animais. Muitas dessas pessoas inclusive acreditam que ambos os movimentos tem as mesmas metas, ou pelo menos, metas compatíveis. E, para piorar tudo, muitos ditos “defensores dos animais” concordam com a matança ecologista de animais, pois essas pessoas são muito mais ecologistas do que defensores dos animais (essa visão é predominante, infelizmente, entre o movimento vegano).

O que nenhuma dessas pessoas conseguiu fazer até hoje é dar alguma explicação plausível sequer do porquê devemos respeitar coisas abstratas, incapazes de sofrer e desfrutar, e, portanto, incapazes de serem prejudicadas e beneficiadas (como espécies, equilíbrio ecológico, ecossistemas, etc.). Muito menos, dão uma explicação plausível do porquê tais entidades abstratas não apenas deveriam contar, mas que deveriam contar mais do que o bem dos seres capazes de sofrer e desfrutar.

Outra coisa que dificulta a se fazer oposição à matança ecologista dos animais é que a maioria das pessoas acredita, erroneamente, que equilíbrio ecológico tem algo a ver com o equilíbrio de bem-estar entre os animais que vivem em determinado lugar. Os que buscam fomentar o equilíbrio ecológico não se importam uma vírgula com o sofrimento e morte dos animais. Para eles, o fato de haver uma população de determinado tamanho de cada espécie é algo que deveria ser buscado porque é visto como bom em si, ou instrumentalmente bom à preservação das espécies, mas, nunca por preocupação com o bem dos animais. Para o ecologista, os animais não contam diretamente. São meras peças para a manutenção das espécies, ecossistemas, equilíbrio ambiental, etc.

É incrível como uma visão que defende coisas tão absurdas como a ideia de que seres capazes de sofrer e desfrutar sejam chacinados em nome da preservação de coisas abstratas, não-sencientes, tenha conseguido uma aceitação tão ampla em nossa sociedade.

Nova matança ecologista de animais em Florianópolis está a caminho:

http://ndonline.com.br/florianopolis/noticias/estudo-indica-que-eutanasia-e-alternativa-para-controlar-superpopulacao-de-saguis-em-florianopolis.html

(P.S. E os ecologistas ainda mascaram a matança que estão a propor, substituindo o termo “assassinato” por “eutanásia”, o que é totalmente inadequado, pois, nesse caso, ser morto não é a melhor opção para esses animais).

Mais sobre a oposição entre ecologismo e respeito pelos animais:


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