Novas imagens mostram resgate do cavalo Caramelo e o esforço incansável para salvar os animais do RS

Novas imagens mostram resgate do cavalo Caramelo e o esforço incansável para salvar os animais do RS

Na semana marcada pela tragédia provocada pelas enchentes no Rio Grande do Sul, além das vítimas e desabrigados, muitos animais ficaram desamparados em suas cidades. O cavalo Caramelo, de Canoas, emocionou o Brasil ao ficar imóvel por pelo menos 24 horas em cima de um telhado, antes de ser resgatado pelo Corpo de Bombeiros.

VÍDEO: De Caramelo a Pouca Pata: Fantástico acompanha resgates de animais no RS

O resgate, acompanhado ao vivo, só deu certo por causa de cada um dos profissionais envolvidos: nove bombeiros de São Paulo, cinco veterinários de Sorocaba (SP) e um da região de Canoas. Todos já estavam no Sul e partiram rumo à cidade para tirar o Caramelo do telhado.

O Fantástico traz novas imagens desse resgate tão incomum que teve que ser planejado por mais de 12 horas, onde todos os riscos foram calculados para preservar o animal.

“Nós tivemos que trabalhar com anestesia para que ele ficasse inconsciente. E ele foi acomodado direto na embarcação”, diz o veterinário Leonardo.

Mas esse não foi o único animal que precisou de ajuda dos humanos para se salvar. É o que conta a médica-veterinária e professora da Ulbra Mariangela Allgayer.

“Eu penso em todos os caramelos que estão nos bastidores, né? A gente tem milhares de outros animais que também precisam da salvação porque senão o futuro deles vai ser indigno, não vai ser uma vida digna”, diz.

São bichos de diversas espécies, mas principalmente cães pedindo socorro, rodeados de água.

Cachorro rodeado de água é salvo por voluntários. — Foto: TV Globo/Reprodução
Cachorro rodeado de água é salvo por voluntários. — Foto: TV Globo/Reprodução

Protetores voluntários e grupos especializados em resgatar animais em desastres fazem o que podem.

Em Novo Hamburgo, a equipe do Fantástico encontra um grupo que saiu de Belo Horizonte para ajudar os moradores nos resgates. E toda vida importa.

“A gente já pegou coelho, porco, cavalo, cachorro, gato e, agora, galinha”, diz uma voluntária.

A principal dificuldade desse trabalho é por causa do medo dos animais, assustados com as cheias. Muitas vezes eles se jogam na água e ficam andando sobre os telhados.

Os voluntários tomam cuidado ao caminhar por esses telhados, para não quebrar as telhas.Os gatos, dizem os voluntários, são os bichos mais ariscos.

Voluntário resgata gato em Novo Hamburgo. — Foto: TV Globo/Reprodução
Voluntário resgata gato em Novo Hamburgo. — Foto: TV Globo/Reprodução

Um dos socorristas encontra o próprio cachorro na cheia:

“Você tá bem?”, diz ele beijando e abraçando o pet que estava perdido há sete dias.

Voluntário encontra o próprio cachorro. O Pouca Pata estava em um dos telhados. — Foto: TV Globo/Reprodução
Voluntário encontra o próprio cachorro. O Pouca Pata estava em um dos telhados. — Foto: TV Globo/Reprodução

Mas nem todo mundo vai viver esse reencontro. Pelas cidades, dá para ver animais que não resistiram às cheias. Centenas já foram resgatados e outros continuam esperando ajuda.

O médico-veterinário Aldair Junio conta que todos os abrigos de Novo Hamburgo estão completamente saturados. “A gente faz o que é possível”.

Eles deixam água e comida na rua. Só os que precisam de cuidados são levados para os abrigos.

Cachorro resgatado em abrigo de Novo Hamburgo. — Foto: TV Globo/Reprodução
Cachorro resgatado em abrigo de Novo Hamburgo. — Foto: TV Globo/Reprodução

Um hotel desativado foi transformado pela prefeitura em um abrigo de animais. Em todos os lugares têm gente trabalhando de graça. Os veterinários estão exaustos.

De acordo com o secretário do Meio Ambiente de Novo Hamburgo, Ráfaga Fontoura,, devem ser feitas contratações emergenciais de veterinários. “Não vai acabar depois de amanhã. Isso vai se estender, talvez, por meses”, diz.

Para quem acha que salvar bicho é exagero, o Aldair tem uma história para contar:

“A gente levou o Daniel na casa dele e ele viu que o Pingo estava vivo. Ele teve um momento de felicidade tão grande que até esqueceu por um momento a tragédia que ele vive”, diz.

Daniel e o cão pingo, resgatado em Novo Hamburgo. — Foto: TV Globo/Reprodução
Daniel e o cão pingo, resgatado em Novo Hamburgo. — Foto: TV Globo/Reprodução

Daniel, agora, se juntou ao grupo e também é voluntário nos resgates. Como o pingo, ele também foi salvo.

Fonte: Fantástico

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