Novo massacre de 175 baleias-piloto provoca ‘maré vermelha’

Novo massacre de 175 baleias-piloto provoca ‘maré vermelha’
Realiza-se todos os anos, nas Ilhas Faroé, uma caçada às baleias, uma prática que tem centenas de anos e é condenado por várias organizações ambientais. Foto Twitter Shepherd UK

As Ilhas Faroé voltaram a ser palco de um massacre de baleias-piloto que deu origem a uma “maré vermelha”, provocada pelo derramamento de sangue dos animais mortos. Na tradicional caçada (grindadráp ou grind) de domingo, foram 175, no total.

Esta é uma prática comum neste território dinamarquês que dura há centenas de anos, e que é condenada por várias organizações ambientais e de proteção da vida marinha. A Sea Shepherd é uma delas. Uma ‘tradição’ “bárbara”, que terá sido responsável pela morte de mais de 6500 baleias e golfinhos na última década, estima a organização sem fins lucrativos. 

Com o auxílio de barcos, os animais são encurralados até à costa, onde são mortos com arpões e lanças, sendo a carne depois armazenada para consumo dos habitantes locais, descreve o Daily Mail sobre a caçada de domingo.

Nas imagens divulgadas nas redes sociais é possível ver o mar do Atlântico Norte em tons de vermelho a banhar a costa de Hvannasund, localidade onde ocorreu esta última caçada, que terminou com a morte de mais de uma centena de baleias-piloto mortas.

Com recurso a imagens de um drone, a Sea Sheperd mostra o resultado sangrento de mais um caçada às baleias nas Ilhas Faroé e a forma como os caçadores conseguem encurralar as baleias-piloto que são “empurradas” até à costa, onde dão mortas.

Segundo a organização de defesa da vida marinha, um tiro foi disparado contra o drone, mas ainda assim foi possível recolher as imagens da caçada, apesar do aparelho ter ficado danificado

Conta a Sea Sheperd que a presença nos céus de um drone “claramente aumentou a raiva” de um dos caçadores, “que apontou uma espingarda” na direção do aparelho, tendo disparado “pelo menos uma vez”.

Este episódio foi relatado pela organização à polícia, que está a investigar o sucedido.

De acordo com a Blue Planet Society, organização de conservação do ambiente, esta é já a quarta grindadráp deste ano.

A caçada anual das baleias faz parte da cultura deste território autónomo da Dinamarca há centenas de anos e é regulada pelas autoridades locais. Trata-se de uma prática “bárbara” de uma “época passada”, diz a Sea Shepherd Conservation Society

“Uma caça desnecessária de centenas de baleias-piloto e golfinhos que deveria ter terminado há um século e que não é necessária para alimentar ninguém nas ilhas’, argumenta a organização.

Fonte: Diário de Notícias / mantida a grafia lusitana original 

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