Numa cidade na Nova Zelândia, a Páscoa resume-se a exterminar coelhos

Numa cidade na Nova Zelândia, a Páscoa resume-se a exterminar coelhos

Elle Hunt, correspondente do The Guardian em Auckland, na Nova Zelândia, escreveu um artigo no qual explica que os coelhos introduzidos pelo homem são considerados uma espécie de praga na região de Otago e ameaçam a biodiversidade e a agricultura.

Durante a grande caçada organizada na Páscoa, 25 grupos de doze caçadores reúnem-se em Alexandra para reduzir a população local de coelhos. Dave Ramsay, um dos organizadores, explicou ao jornalista do jornal britânico que o evento é também utilizado para arrecadar fundos para projetos locais e para destacar a atividade dos agricultores.

Nesta Páscoa, entre a manhã de sexta-feira e o meio-dia de domingo, os caçadores mataram quase 12 mil coelhos, além de 500 arminhos, gambás, perus e outros animais considerados nocivos à biodiversidade da região.

 Apesar de parecer um número grande, o organizador realça que mal chegaria para reduzir significativamente a população de coelhos.

Num artigo do New-Zealand Geografic, a caça ao coelho na Páscoa é até descrita como uma atividade familiar e amigável que dura já há cerca de trinta anos. Desde a sua introdução em 1800, os coelhos multiplicaram-se na região central de Otago e são atualmente conhecidos como “as piores pragas”.

Em 2015, um grupo de ativistas pelos animais manifestou-se contra esta perseguição. Um ano depois, em entrevista à Reuters, um porta-voz da SAFE, uma associação para a preservação de animais na Nova Zelândia, descreveu a caça como “desumana”.

Para o responsável, a operação de controlo da população de coelhos, quando necessária, deve ser feita por exterminadores profissionais e não por “um bando de amadores que vai lá pelo prazer de matar”.

Por Liliana Malainho

Fonte: Zap aeiou / mantida a grafia lusitana original


Nota do Olhar Animal: Não desenvolvem métodos éticos de controle populacional por vários motivos, como o interesse da indústria de armas em que a caça prospere, o interesse de clubes de caça e todos que se beneficiam do turismo que envolve a matança e também por ser uma atividade que permite aos caçadores expressarem toda sua psicopatia e perversidade sem serem punidos por isso. A única diferença entre os caçadores que na matéria são chamados de “amadores” e os “profissionais” é a técnica usada no extermínio, nada mais.

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