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Número de animais abandonados cresce no verão

Entidades demonstram preocupação com crime recorrente 

Por Amanda Garcia Ludwig

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Com a chegada do verão, muitas pessoas se preparam para aproveitar as férias em praias ou locais turísticos. A temporada acaba não sendo tão alegre para alguns animais de estimação. O número de cães e gatos abandonados nesta época do ano cresce razoavelmente.

Segundo a presidente da ONG SOS Vira-Lata, Georgia Feltrin, o abandono de animais existe em grandes proporções em todas as épocas do ano, mas o aumento é significativo durante o Verão. “Os tutores aproveitam para ir à praia durante a temporada, e acabam largando os cães e gatos nas ruas, ou então em suas próprias casas, sem pedir que alguém monitore o local neste meio tempo”, relata.

Georgia conta que cerca de cinco pessoas procuram a ONG todas as semanas em busca de orientações sobre o que fazer em casos como este. Enquanto os donos viajam, os animais ficam trancados em casa sem comida, água e em condições mínimas de higiene, uma vez que não há limpeza de fezes e urina. “Além de demonstrar extremo descaso com os bichos, essas pessoas mostram grande desrespeito com vizinhos que acabam sendo obrigados a conviver com este tipo de maldade.”

A presidente da subcomissão de Defesa dos Animais da subseção de Criciúma da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cristiane Fogliarini, explica que a lei federal 9.605/98 penaliza com multa ou até mesmo detenção de três meses a um ano quem abandona ou maltrata animais.

“É difícil que uma fiscalização seja feita neste sentido, por isso conta-se com o apoio da população. A melhor forma de combater este tipo de crime é a denúncia. Pedimos sempre que as pessoas procurem anotar o nome de conhecidos que pratiquem o maltrato ou abandono, ou a placa do carro de quem está deixando o animal da rua”, destaca Cristiane.

Com estes dados em mãos, a denúncia pode ser formalizada na Delegacia de Polícia do município, através de um Boletim de Ocorrência.

Crescimento de animais nas ruas

O abandono de cães e gatos desencadeia outro problema: o crescimento da população animal nas ruas. Em Criciúma, atualmente, não existe um local apropriado para onde estes animais possam ser encaminhados. O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) tem espaço apenas para receber animais doentes.

“A grande maioria deles não é castrada e, por isso, diversos filhotes nascem diariamente. O crescimento descontrolado acarreta acidentes e novas doenças entre eles. O fato é que o comércio de animais é tão acessível atualmente que algumas pessoas os encaram como um produto, que pode ser facilmente descartado ou trocado. A vida e a capacidade de sofrimento não são considerados importantes por muitos dos donos”, afirma a presidente da SOS Vira-Lata, Georgia Feltrin.

Orientação para o futuro

No fim de 2015, a subcomissão de Defesa dos Animais foi parceira da Câmara de Vereadores de Criciúma no projeto “Minha Foto é Animal”. Segundo a presidente Cristiane Fogliarini, uma cartilha foi impressa e levada às escolas da cidade, para que as crianças aprendam sobre a importância de cuidar bem de seus animais de estimação.

“Com isso, tentamos mudar a cultura do abandono. O objetivo principal é que as futuras gerações estejam preparadas para não repetir os erros de agora”, destaca Cristiane.

Fonte: Engeplus Telecom

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