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O Manifesto: chimpanzés são fósseis viventes humanos

Dias atrás foi publicado um trabalho na revista Human Evolution, Vol. 34. de 15 páginas, com quatro referências mundiais a mais sobre o tema: Roffman_Pan

O título do trabalho é “Sobrevivência do Gênero Pan no Século 21: Manifesto de Emancipação, Preservação e Reabilitação da Cultura Chimpanzé”.

O Manifesto está assinado por conhecidas e destacadas figuras mundiais da Antropologia e da Arqueologia, que inclui Universidades de Israel, dos Estados Unidos e da Itália.

A sua primeira premissa é alterar a classificação taxonômica dos chimpanzés e dos bonobos, voltando a classificação original, a ser parte do Gênero Homo. A partir de agora os chimpanzés seriam Homo (Pan) troglodytes e os bonobos Homo (Pan) paniscus.

Em todos os trabalhos reunidos no Manifesto de eminentes cientistas mundiais, se prova que os chimpanzés têm personalidade, têm uma cultura, têm um idioma, têm uma organização social e têm uma capacidade, como os humanos, de adaptar-se a diferentes climas e geografias.

De momento que são Homos adquirem os direitos que os humanos têm, não podem ser explorados, mantidos cativos sendo inocentes, serem assassinados e comercializados com diversos propósitos, serem despossuídos de suas terras, ter sua família dividida e destruída, ser usado em entretenimento, exibição, experiências médicas, sem que os humanos agressores não sofram uma punição.

O Manifesto considera que os chimpanzés são Fósseis Vivos dos humanos e que os poucos exemplares que sobraram da carnificina que fizeram com eles sejam preservados.

O Manifesto declara que os Zoológicos fizeram um Genocídio na Cultura Chimpanzé e devem ser transferidos para Santuários ou áreas protegidas, onde possam ter uma liberdade de construção de sua sociedade e protegida da agressão humana.

Este trabalho é o primeiro conhecido que tem uma transcendência mundial e que obriga Governos e Sociedades de todos os países a tomarem as providências urgentes, para impedir que nossos poucos Fósseis Viventes que sobraram sejam totalmente exterminados. No fim do século passado, tínhamos 1 milhão de chimpanzés em vida livre, hoje não chegam a 120.000.

Agora que descobrimos que nossos antepassados ainda estão vivos, mesmo que quase extintos, um esforço planetário deve ser feito para preservar os poucos indivíduos que ainda existem!

Por Dr. Pedro A. Ynterian, Secretário Geral do Projeto GAP Internacional

Fonte: Projeto GAP (com informações de Gazeta do Povo)

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