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“O mundo trata e o Brasil mata” diz presidente de ONG sobre eutanásia em casos de leishmaniose

“O mundo trata e o Brasil mata” diz presidente de ONG.

Por Taciane Peres

CampoGrande eutanasia

A decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) sobre a proibição de órgãos públicos de Campo Grande de praticar a eutanásia em animais por conta da leishmaniose visceral foi considerada uma conquista para a organização não governamental (ONG) Abrigo dos Bichos.

De acordo com a presidenta da organização não governamental (ONG) Abrigo dos Bichos e veterinária Maria Lúcia Metello, o momento é de vitória, apesar da luta pelos direitos de preservação da vida dos animais ser antiga. “Foi uma vitória para quem protege e ama os animais. A nossa luta é muito antiga por que infelizmente sabemos que quando se trata de leishmaniose, o mundo trata e o Brasil mata. Essa é a situação, infelizmente a nossa justiça é muito morosa mas conseguimos o direito ao tratamento e não a eutanásia. Não é matando cachorros que teremos uma solução, que tudo vai se resolver, mas as coisas estão mudando principalmente em relação a conscientização e com certeza esse momento foi uma conquista para a população e principalmente para preservar a vida dos animais”, comemora Maria Lucia.

Ação civil pública

A organização não governamental (ONG) Sociedade de Proteção e Bem Estar Animal – Abrigo dos Bichos, havia ajuizado a ação civil pública em 2008 para impedir que a Prefeitura utilizasse a prática da eutanásia canina como meio de controle da leishmaniose visceral. A liminar foi concedida para impedir o poder público de sacrificar animais à força, porém, posteriormente, o juiz da 1ª Vara Federal de Campo Grande reconsiderou a decisão para revogá-la em parte. O recurso chegou ao TRF3 que manteve a suspensão da eutanásia. Segundo o TRF3, a prática infringe princípios constitucionais relativos ao ‘’direito de propriedade, vedação à violação do domicílio e à pratica de crueldade contra animais, provocando desconforto e a ira da comunidade’’.

Para os magistrados, ao invés de utilizar da prática da extinção dos animais, o poder público deveria adotar providências para erradicar os focos (criadouros) do vetor (Lutzomyialongipalpis) da transmissão do protozoário que infecta humanos e animais. Deveria também promover pesquisas com medicamento já usado em outros países para a cura das vítimas da doença.

Informações para tratamentos

Quem busca informações sobre adoção de animais, animais abandonados, encontrados ou perdidos e informações de tratamentos, é possível entrar em contato com a fan page do facebook ou enviar um email para [email protected] Quem precisar de informações sobre Cadastramentos de Animais, Adoção/Doação de Animais Voluntários é possível entrar em contato através do telefone (67) 3253-8444 (Das 6:30hs as 12:00h de Segunda a Sexta).

Denúncias de Maus-Tratos

DECAT  –  Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista (67) 3368-6144 – Atendimento das 8 às 18h (2ª. a 6ª. feira). Endereço: Mezanino do Aeroporto Internacional de Campo Grande
190: atendimento 24h
Polícia Militar Ambiental MS: (67) 3314-4920
Promotorias de Justiça do Meio Ambiente: (67) 3313-4699, 3313-4693

Fonte: Capital News