OAB apura sacrifício de animal por meio cruel em curso de Veterinária da UFPI

OAB apura sacrifício de animal por meio cruel em curso de Veterinária da UFPI

Cachorro teria sido sacrificado em uma aula prática de Fisiologia.

Por Nayara Felizardo

PI teresina cao1406660709

Uma denúncia de morte cruel durante aula ministrada no laboratório de Fisiologia da Universidade Federal do Piauí (UFPI) está sendo investigada pela OAB. Trata-se de um cachorro de grande porte, que teria sido cruelmente sacrificado para demonstração em uma aula prática do curso de Medicina Veterinária.

O vídeo mostra que o objetivo da aula seria mostrar aos alunos o processo de desfibrilação. O animal, além do corte no tórax que evidencia o coração ainda batendo, tem ferimentos no pescoço e nas pernas.

Segundo a denúncia que circula nas redes sociais, acompanhada de um vídeo do momento da aula, o professor de fisiologia do Hospital Veterinário estaria usando medicamentos vencidos e protocolo anestésico inadequado para a abertura de tórax do animal aparentemente sadio. O procedimento teria resultado em grande dor e sofrimento ao cão.

Para o advogado Esdras Nery, integrante da Comissão de Meio Ambiente da OAB, o teor da denúncia foi analisado e os órgãos oficiais notificados. “Nós ampliamos a investigação, que a princípio era apenas em relação ao laboratório de fisiologia, para todo o Hospital Veterinário. Oficiamos o Conselho de Medicina Veterinária, o Comitê de Ética e Experimentação Animal da UFPI e o Ministério Público Federal”, disse o advogado.

Segundo ele, as respostas dos órgãos envolvidos serão analisadas com base nos preceitos que disciplinam o uso de animais em aulas práticas. “Eles devem ser substituídos por protótipos, esqueletos ou bonecos. Caso seja impossível não utilizar o animal vivo, é obrigatório à Universidade e aos laboratórios de pesquisa reduzirem ao máximo o sofrimento e os maus-tratos”, explica Esdras Nery.

Caso as denúncias sejam confirmadas, a OAB pode entrar com representação criminal e pedido de abertura de processo administrativo disciplinar contra os servidores da UFPI.

Assista ao vídeo (cenas fortes):

Fonte: Portal O Dia

Nota do Olhar Animal: Mesmo que o cão estivesse totalmente anestesiado e não houvesse dor, a prática relatada ainda assim seria um inaceitável abuso, privando o animal de qualquer possibilidade de desfrute. A vivissecção é uma prática hedionda e imoral que, ao invés de educar, dessensibiliza os alunos para o valor maior, para aquilo que deveriam aprender a preservar: a vida. Confirmadas as denúncias, o mínimo que se pode esperar é a exoneração do ‘professor’ e a responsabilização penal dele e dos gestores da UFPI.

Os comentários abaixo não expressam a opinião da ONG Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.