Onça-pintada ferida em incêndio no Pantanal volta a caminhar após tratamento com células-tronco

Onça-pintada ferida em incêndio no Pantanal volta a caminhar após tratamento com células-tronco

A imagem de uma onça-pintada com as patas cobertas de curativos, foi uma das que mais chocou todo mundo, nesse momento trágico, das queimadas no Pantanal.


A imagem é essa!

onça-pintada foi resgatada no dia 17 de agosto e com apoio da Ampara Silvestre pela vaquinha Pantanal em Chamas, um tratamento intensivo foi realizado para que ela se recuperasse logo.

E vem dando muito certo.

De acordo com Thiago Luczinski, veterinário especialista que acompanha o caso do animal no Instituto de Preservação e Defesa dos Felídeos da Fauna Silvestre do Brasil em Processo de Extinção (Nex), a onça está bem mais ativa que antes.

O tratamento com células-tronco foi feito com apoio da vaquinha ‘Pantanal em Chamas’ pela Ampara Silvestre

A boa notícia é que a onça-pintada voltou a caminhar após um tratamento com células-tronco, que está ocorrendo em Corumbá de Goiás com o apoio da Ampara Silvestre pela vaquinha Pantanal em Chamas.

Thiago conta que “ela está muito bem, bem mais ativa do que estava“. O veterinário disse que a onça-pintada está se alimentando bem, voltou a caminhar e já levanta com as quatro patas, apesar de estar com as botas.

A onça-pintada recebeu três aplicações de célula-tronco. “Alguns pontos que foram aplicados já deram resultado, parte das feridas que estavam expostas já fechou, como o tendão e parte do osso”, conta o veterinário.

Thiago conta que as células-tronco ajudam no processo de cicatrização das feridas, permitindo que a onça-pintada retorne rapidamente para seu habitat. No entanto, ainda não há uma previsão para liberação do animal.

“É difícil prever o tempo para a melhora total, isso vai depender muito da evolução dela, a gente está dando todo o suporte que ela precisa e vai dela essa evolução. Não é possível ainda fechar uma data, como daqui um mês ou dois meses. O que dá pra falar é que a recuperação dela está sendo muito boa”, explica o veterinário.

Além das aplicações nas feridas, a onça está sendo medicada com remédios para dor, inflamação, antibióticos e curativos.

Ela continua isolada e o contato é feito apenas por pessoas da equipe veterinária. Segundo Thiago, isso contribui para que ela não se estresse e comprometa a recuperação.

Vaquinha para o Pantanal recebeu mais de R$ 2 milhões em doações

Lançamos uma vaquinha na VOAA para ajudar os animais silvestres, resgatados pelas ONGs AMPARA Animal e AMPARA Silvestre, entre eles a onça-pintada que está recebendo o tratamento com células-tronco.

Com a ajuda de vocês, conseguimos arrecadar mais de R$ 2 milhões, que serão destinados a reabilitação da saúde dos animais feridos pelo fogo.

Além disso, o valor ajudará na manutenção da ONG que precisa de transporte, insumos, medicamentos e equipamentos para tratar os animais resgatados.

Agradecemos todo o apoio recebido. O pessoal da AMPARA também deixou um recadinho muito especial.

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Com o apoio de vocês, a ONG @amparasilvestre vai continuar salvando vidas e amenizando o sofrimento do Pantanal! 🙏 ⠀ As doações para a vaquinha chegaram a mais de R$ 1 milhão em poucos dias! Muito obrigado por abraçarem o nosso Pantanal em um momento tão delicado, gente. ⠀ ⠀ Como a situação é de extrema urgência, conseguimos liberar, junto com a plataforma de pagamento do nosso site, o valor de R$ 235 mil para os custos imediatos com medicamentos, equipamentos de resgate e uso veterinário; veículos para resgate, alimentação dos animais em reabilitação e muito mais. ⠀ A direção da ONG vai estudar a melhor forma de investimento de todo valor arrecadado e vamos compartilhar tudo com vocês, como sempre fazemos, combinado? ⠀ Para mais detalhes, acesse o link da bio ou digite no seu celular: voaa.me/vaquinha-pantanal⠀ ⠀ #voaa #vaquinhadorazoes #pantanal #sospantanal

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Seguimos acreditando!

A equipe da VOAA apura todas as vaquinhas publicadas na plataforma. Acompanhamos as histórias antes, durante e após finalizar as campanhas em nossas redes sociais.

Por Monique de Carvalho

Fonte: Conexão Planeta via Razões para Acreditar 

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