ONG alerta governo indiano sobre doença zoonótica transmitida pelos elefantes trabalhadores

A organização People for the Ethical Treatment of Animals (PETA) pede ao governo indiano que proíba as exibições e treinamentos de elefantes devido ao alerta de tuberculose. A prevalência de tuberculose pode ser uma ameaça à saúde pública, de acordo com a organização de ativistas dos direitos animais.

A PETA apelou ao Ministro da Pesca, Pecuária e Laticínios da União, pois o país está muito preocupado com o coronavírus, não prestando atenção a outra doença zoonótica, a tuberculose. Elefantes usados para passeios ou em circos, televisão, festivais e desfiles poderiam colocar o público em risco.

“Muitos elefantes cativos no país sofrem de tuberculose. Já passou da hora de tirarmos as algemas dos elefantes e permitir que eles vivam livremente, assim como a natureza sempre quis. Proibir seu uso nos levaria mais perto desse objeto e protegeria o público dessa fonte de tuberculose. O COVID-19 nos mostrou que os riscos de uma doença zoonótica devem ser levados muito a sério. O ministro pode emitir uma notificação central no jornal oficial da Índia que proíba a exposição e o treinamento de elefantes como animais de entretenimento”, disse o presidente da PETA Índia e veterinário Dr. Manilal Valliyate em uma carta ao governo.

Estudos individuais descobriram que elefantes carregam a tuberculose, incluindo um artigo de 2016 que disse: “Há evidência que sugere uma transmissão de tuberculose entre espécies”. Os elefantes já receberam várias proteções do governo nos últimos anos, mas a PETA e outros photogrupos ativistas dos direitos dos animais recomendam o fim deles em exibições, assim como em treinamentos.

Assine esta petição agora para proibir passeios de elefantes na Índia!

Por  Eliza Erskine / Tradução de Alice Wehrle Gomide

 

Nota do Olhar Animal: Imagine alguém alertar um governo de que crianças humanas não devem ser escravizadas porque nesta condição transmitem doenças para os demais humanos? Seria aceitável tratar as crianças como meros vetores de doenças, desconsiderando a importância de suas vidas, seu bem-estar e a escravidão em si? Infelizmente, este tipo de abordagem é comum quando se trata de animais não humanos e não há justificativa moral que sustente esse tratamento repugnante. Lamentavelmente, muitas pessoas só dão atenção à exploração animal quando algo nela as atinge.

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