Crédito da foto: Isandro Fiamoncini/JDV

ONG busca ajuda para manter animais recolhidos nas ruas de Schroeder, SC

A ONG Clube da Pulga, de Schroeder, vai comemorar a conquista do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) com uma pastelada no sábado (15), entre 10h e 16h no restaurante do Senai, localizado na Rua Marechal Castelo Branco, nº 3.905. Incluindo pintura facial para crianças, fotos, bazar e venda de doces. Rute Feliciano, a Rutinha, que há mais de 15 anos é uma cuidadora de animais por conta própria – em média é 50 cães e gatos abrigados na casa onde mora com o marido, ao lado do prédio da Prefeitura, no Centro de Schroeder- conta que a documentação da ONG, ”um sonho”, começou a ser encaminhada em abril deste ano. A ideia, agora, é vender o imóvel do casal e procurar uma área mais isolada, onde os animais possam ter mais espaço.

Impasse

Há interessados, porém, um decreto municipal com regras pouco claras voltado à preservação de imóveis mais antigos tem inibido compradores interessados em construir ali edificações mais modernas. Mas, enquanto uma possível venda não se concretiza, a atenção com os animais continua. Até porque tudo tem um custo. “Um saco de ração de 25 quilos, custa entre R$ 40 e R$ 60 (dependendo do tipo) e dura de dois a três dias”, exemplifica Rutinha. A ideia, diz, não é construir um depósito de animais. “Ao contrário, a proposta é abrigar preferencialmente os animais de rua, tratá-los de possíveis doenças, vacinar e doar”, conta.

Colaboradores

A ajuda tem vindo por meio da fanpage “rutinhaprotetorapet” e de parcerias com pessoas e agropecuárias, por exemplo. Neste caso, com doações de clientes, de amostras grátis deixadas por vendedores ou de ração com curto prazo de vencimento. E, ainda, entre outras colaborações, de preços reduzidos cobrados por clínicas veterinárias na castração dos animais recolhidos. Agora, diz Rutinha, com o CNPJ em mãos é possível que a ONG seja reconhecida, legalmente, como de utilidade pública municipal, podendo receber ajuda da própria Prefeitura. Entretanto, para isso é preciso, também, que a Câmara aprove um projeto de lei neste sentido. Com o CNPJ, qualquer empresa privada também poderá colaborar com a ONG.

Fonte: JDV

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