ONG de Camboriú (SC) já resgatou mais de 2 mil animais; instituição pede ajuda para não fechar as portas

ONG de Camboriú (SC) já resgatou mais de 2 mil animais; instituição pede ajuda para não fechar as portas
Foto: Divulgação

Desde 2012 o Santuário Faar (Fada Amparo aos Animais de Rua) já resgatou e abrigou mais de dois mil animais de Camboriú e região. No entanto, agora quem precisa de ajuda é a própria ONG. Com custos fixos que chegam a R$ 10 mil por mês, o abrigo sobrevive graças aos voluntários e ao pouco que recebe de doações da comunidade. Mas isso já não é mais o bastante, já que o lugar corre o sério risco de fechar as portas.

Inspirados pela fundadora Anete Bittencourt, falecida em janeiro deste ano, um grupo de voluntários segue cuidando dos 40 animais que vivem atualmente no abrigo. Destes, cerca de 80% são especiais, ou seja, idosos, doentes, deficientes e mutilados. Além deles, há mais 20 animais que estão em lares temporários com voluntários.

A atual tutora dos animais e presidente da ONG, é Gilmara Pereira, uma voluntária que abdicou da vida pessoal para cuidar dos animais em tempo integral. Quando questionada sobre o motivo, ela responde simplesmente: “Os animais, tudo por eles!”. Gilmara está no lugar de Anete, ativista que sempre defendeu a causa animal.

História do Santuário Faar

A ONG realiza ações de resgate de animais em situação de vulnerabilidade e ainda presta assistência veterinária para eles. O santuário também faz distribuição de alimentos e acompanhamento de animais da população, que não possuem condições para mantê-los. Além disso, ajuda a encontrar lar temporário para animais resgatados, tem parcerias com clínicas, petshops e agropecuárias para obter descontos nos serviços oferecidos para a comunidade.

A ONG atua nas cidades de Balneário Camboriú, Camboriú, Itapema e região. Em 2015 foi criada e registrada a Associação FAAR (Fada Amparo aos Animais de Rua), com o objetivo de aumentar ainda mais o alcance do trabalho desenvolvido. Desde então também são realizadas campanhas de conscientização e educação ambiental, além da promoção à proteção e a defesa de animais em situação de vulnerabilidade.

 

 
 
 
 
 
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Despesas mensais

De acordo com o voluntário André Novacek, a instituição precisa constantemente de rações de vários tipos para manter os animais saudáveis. Além disso, é necessária areia granulada, produtos de higiene e limpeza, itens de proteção para manuseio de animais resgatados, vacinas, vermífugos e as medicações contínuas dos animais que possuem necessidades especiais.

Os custos da ONG são variáveis em virtude das cirurgias, internações e outros procedimentos dos animais. A Faar também precisa pagar mensalmente o aluguel, a conta de água, luz, internet, telefone e outras necessidades.

Arrecadação de fundos

Para se manter, a ONG depende exclusivamente de doações e campanhas para arrecadação de fundos por meio de rifas, pedágios e bazares. Segundo André, raramente é possível fechar o mês com todas as despesas pagas. Por isso, a Faar pede ajuda, já que os animais que fazem parte do abrigo ficarão desassistidos.

“As pessoas podem nos ajudar doando rações, medicações, areias granuladas, produtos de higiene, proteção e limpeza, valores através do PIX e até mesmo ajudar presencialmente. Estamos sempre precisando de voluntários para limpar, dar banho, brincar ou prestar outras ações aqui no abrigo”, comenta.

André também alerta que a ONG está enfrentando um problema sério referente ao local em que está agora. “O imóvel foi solicitado pelo proprietário a mais de um ano e durante muito tempo não conseguimos lugar nenhum para o abrigo. Após meses procurando, conseguimos um galpão que possui um terreno atrás onde será a nova sede do Santuário. No entanto, ainda não conseguimos fazer a mudança, pois precisamos construir os canis e gatis e arrecadar verba para isso”, relata.

A chave do PIX é 47 99609-0788, a conta está em nome de Gilmara Pereira, tesoureira e responsável pela Santuário Faar. A instituição recebe todo tipo de doação. É possível entrar em contato com a ONG também através do Instagram.

Trajetória com histórias marcantes

André conta que em agosto de 2017, a ONG atendeu um animal em estado crítico. “A Rebeca foi resgatada muito debilitada com desnutrição em último grau e diagnosticada com cinomose. Ela passou dias internada, fez terapia, tratamento com medicação forte e vitaminas para ganho de peso. Ela tinha apenas um ano de idade, não conseguia se alimentar e nem mesmo andar. Precisou se locomover por muito tempo com o suporte de cadeira de rodas e fez muitas sessões de fisioterapia. Ela conseguiu se recuperar graças a muito esforço da nossa equipe e um gatinho filhote ao qual era muito ligada”, conclui.

Por Olga Helena de Paula

Fonte: SCC10

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