ONG de proteção aos animais pede participação e apoio da população em Divinópolis, MG

ONG de proteção aos animais pede participação e apoio da população em Divinópolis, MG
ONG de proteção aos animais pede participação e apoio da população (Fotos: Reprodução Internet)

A organização não governamental Sociedade Protetora dos Animais de Divinópolis (Spad), em MG, vem realizando um trabalho bastante diferente na cidade. São divulgadas, regularmente, fotos dos animais que se encontram disponíveis para adoção em sua página do site de relacionamento social Facebook. Mas o trabalho da Spad é ainda mais notório. Hoje a instituição trata cerca de 95 animais que foram abandonados nas ruas, para que possam ser doados.

Amanda Lopes, voluntária da organização, diz que o trabalho é desenvolvido com muito amor. Mas, além disso, é uma questão de saúde pública, pois um animal bem tratado traz riscos menores em relação a outros animais e a população em geral. Algumas doenças podem, inclusive, ser transmitidas aos seres humanos.

Enquanto Amanda fala sobre o funcionamento da instituição, os cachorros pulam em suas pernas, pedindo sua atenção. O carinho entre os dois lados é nítido. Uma das cadelas se machuca e começa a chorar. Quando a voluntária pega-a no colo e faz um mimo, o choro logo vai embora.

Amanda conta que o custo mensal para tratar cada um dos cachorros, entre banhos, ração, consulta a veterinários, sai em média R$150. Por isso, Amanda reforça que antes de acionar a ONG para buscar animais em locais, a população deve estar consciente em relação ao alto custo que haverá com o animal. Afinal, “a responsabilidade não é só da

ONG, e nós não temos ajuda do poder público municipal, estadual ou federal”, explica.
A voluntária ainda convida a população de Divinópolis para ajudar a Spad, para que ela possa contar com um número grande de participantes ativos e poderem formalizar projetos juntos aos governos municipais, estaduais e federais. Ela ainda comenta sobre o desejo que a ONG possui de criar uma lei específica de proteção aos animais na cidade, para definir cuidados, estrutura, tratamento adequado aos animais, entre outros. Amanda diz que com um maior número de membros, a ONG poderá ter mais força para enviar os pedidos para autoridades.

A voluntária recomenda que as pessoas evitem comprar animais. Ela explica que com o valor pago por animal de, por exemplo, R$300, é possível tratar 3 ou 4 animais. O valor é suficiente para alimentar cerca de 28 cães em um mês. Além disso, ela diz que os donos pagam o valor apenas pela aparência do cachorro e que assim o animal passa a ser visto não mais como um ser vivo, mas sim como uma mercadoria.

A interação com usuários do Facebook tem trazido bons frutos para a organização. Graças à rede social, hoje cerca de 2 mil pessoas ajudam a Spad com o que podem, seja com um saco de ração, seja com dinheiro, entre outras formas de apoio. Estão sendo promovidas também pelo Facebook,rifas e leilões, para arrecadação de verba para a organização.

Amanda diz que a ideia surgiu quando ela foi percebendo que o público usuário do Facebook possuía o perfil de apoio às causas sociais. Ela afirma que a iniciativa deu muito certo. Entretanto, como ela julga, o verdadeiro protetor do animal não é aquele que apenas divulga os maus tratos pela internet como forma de indignação, ou muito menos quem exige e cobra que as ONG’s façam o que deve ser o certo a se fazer. Por isso, Amanda diz que o amor aos animais é essencial. Afinal, os animais são seres vivos que dependem de maior cuidado.

Por fim, a voluntária faz uma provocação ao poder público local. “A Spad adverte e chama a atenção de nossos representantes políticos, que nada fazem a respeito dos animais de rua. Posso com segurança afirmar que o Crevisa, para o controle de Zoonoses, castração e tratamento de animais, não tem ferramentas suficientes e nem profissionais para atender um décimo da demanda de nossa cidade. Talvez nossos representantes pudessem se preocupar mais com nossa saúde pública, com o bem estar do ambiente onde todos nós vivemos. Com certeza, estariam fazendo um bem muito maior a sociedade”, ressalta.

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Fonte: Gazeta do Oeste 

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