Ong denuncia medicamentos vencidos no CCZ de Mogi das Cruzes (Foto: Reprodução/TV Diário)

ONG denuncia medicamentos vencidos no CCZ de Mogi das Cruzes, SP

Uma Ong de Mogi das Cruzes encontrou vários remédios com datas de validade vencidas no Centro de Controle de Zoonoses de Mogi das Cruzes. E mesmo com uma ordem judicial, a entidade também diz que foi proibida de fiscalizar toda a estrutura do local.

As fotos são todas de medicamentos para animais. Repare nas datas de validade. Todas vencidas. Um remédio, por exemplo, venceu em 2011. O estoque é CCZ de Mogi. Quem fez o registro foi a ONG de proteção aos animais Adote Já. “99% dos medicamentos que ali se encontravam dentro da sala de eutanásia e de castração, estão vencidos. Anestesias vencidas, o que é pior. Porque havia animais para serem castrados hoje. Portanto sentiram dor”, disse Ana Karina Rodrigues Pirillo.

A ONG teve acesso ao local com um mandado de segurança da Justiça. A autorização foi obtida depois de denúncias de várias irregularidades no CCZ.

Vídeos também foram feitos nesta sexta. Para a presidente da ong, o local que trata vários tipos de animais não oferece condições mínimas para um atendimento adequado. “O isolamento muito sujo, precário, fungos, úmido, os animais estressados. E nenhuma ficha era numerada. Os órgãos públicos devem adotar numeração. O animal não tem documentação, se ele dá entrada sem numeração, a gente não sabe a procedência e nem o que vai acontecer com ele.”

Além desses problemas, a ONG faz outra denuncia. A presidente procurou a delegacia do distrito de César de Souza por que alega que foi impedida de ter acesso a documentos e de fiscalizar toda a estrutura da zoonoses. “Eles obstruíram o acesso às informações, ao canil para averiguar os animais. A prefeitura tem que cumprir o mandato de segurança e deixar a ONG fiscalizar o local”

Em nota a Prefeitura de Mogi das Cruzes disse que os medicamentos vencidos estavam separados e identificados num armário específico para o descarte. A prefeitura também disse que a representante teve acesso sim a todos os documentos de eutanásia e que a sala de necrópsia que ela teve acesso tinha acabado de ser usada, por isso havia resíduos dos procedimentos já feitos.

Em contato novamente com a presidente da ONG ela disse que só teve acesso ao livro de registro das eutanásias e não às fichas com mais detalhes do procedimento. Sobre os medicamentos fora da data de validade, ela disse que, independentemente da identificação e da separação, a lei de descarte proíbe o armazenamento deles por muito tempo.

VÍDEO: ONG encontra remédios vencidos no CCZ de Mogi das Cruzes

Fonte: G1

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