ONG em Guaratiba, zona oeste do Rio, acolhe cães e gatos vítimas de maus-tratos e agressões

ONG em Guaratiba, zona oeste do Rio, acolhe cães e gatos vítimas de maus-tratos e agressões

Uma organização não-governamental que fica localizada em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio, acolhe cães e gatos que foram vítimas de maus-tratos e agressões. O Paraíso dos Focinhos recebe animais abandonados e tenta oferecer um futuro melhor para cada um deles.

Vídeo: ONG resgata animais que sofreram agressões

A cadela Belinha é um exemplo. Ela chegou à ONG depois de muito sofrimento. Há algumas semanas, a ela estava em frente à um bar em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, procurando algo para comer, quando um homem jogou óleo quente nela.

“De manhã a gente troca curativo. Troca roupinha também porque fica bastante secreção por causa da queimadura. Remedinhos de dor. Porque a ideia é que o animal não sofra”, explica Hanriette Soares, presidente da ONG.

Alguns gatos também chegam numa situação complicada. O gato Tony levou um chute e teve a mandíbula quebrada. Ele não consegue comer sozinho.

“A gente faz uma triagem para saber o que estão precisando de emergência. Depois a gente começa a fazer os exames, tratamos. Depois são vacinados e castrados”, contou a veterinária Victoria Tinoco.

Oitenta gatos convivem, prontos para adoção. Mais de 200 cachorros estão no canil. Mesmo entre os animais recuperados, as histórias tristes se repetem. A cadela Drica é um exemplo.

“Ela foi torturada por menores numa comunidade. Colocaram bombinhas nelas. Explodiram o focinho dela. Ela passou por várias cirurgias. E hoje ela tem uma vida normal. Ela manda em todo mundo. Inclusive em mim. Faz várias exigências. Ela é a garota propaganda da ONG”, destacou Hanriette.

Recuperada, a cadela Drica é garota-propaganda da ONG Paraíso dos Focinhos. — Foto: Reprodução/ TV Globo

Atendimento gratuito

A ONG Paraíso dos Focinhos tem um ônibus oferece atendimento móvel veterinário de graça. São duas salas de cirurgia e uma de atendimento. Eles também fazem castrações, em um trabalho realizado sem nenhuma ajuda pública. As contas são pagas com a ajuda de doadores.

“A gente se vira, mas vive no vermelho. A gente todo dia pensa: por que a gente está fazendo isso? E quando a gente vê um cachorro se recuperando, depois de chegar aqui quase morto, bem, rindo e correndo, a gente fala: ah, entendi, valeu a pena”, disse a presidente da ONG.

Quem quiser ajudar a ONG ou se interessar por adotar um bichinho, pode entrar em contato pelo site da Paraíso dos Focinhos.

Por Diogo Haidar

Fonte: G1

Os comentários abaixo não expressam a opinião do Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.