ONG “fecha as portas” e organiza feira de adoção de cães adultos e filhotes

ONG “fecha as portas” e organiza feira de adoção de cães adultos e filhotes

Por: Rayane Alves 

Com dificuldades para conseguir um espaço próprio para a construção do novo abrigo de animais e até para pagar as próprias contas, a Organização de Proteção Animal de Mato Grosso (OPA-MT) vai ‘fechar as portas’ e está organizando uma feira de adoção de filhotes e cães adultos para tentar achar um lar para seus acolhidos.

A feira, realizada em parceria com a Brookfield Cuiabá, será realizada no sábado (16) e domingo (17), a partir das 9h. No sábado estarão disponíveis filhotes que foram resgatados das ruas em situação de abandono e no domingo cães adultos, que estão no abrigo há três anos.

De acordo com a presidente da OPA, Michelle Scopel, as pessoas que tiverem interesse em adotar os animais devem comparecer na Rua Juliano Costa Marques, atrás do Shopping Pantanal, com documentos pessoais e um vídeo mostrando a casa e o espaço onde o cão passará nos próximos anos.

“A gente pede isso porque não vamos entregar um cão que está bem cuidado para ficar no sol ou em situações de abandono. Nós queremos o bem dele e estamos fazendo isso porque no final do mês acaba o prazo de entrega da casa que nos foi doada para manter os cachorros”, lamentou.

Várias campanhas foram realizadas em 2015 para arrecadar fundos para pagar as despesas mensais da organização não-governamental, como gastos com clínicas veterinárias, contas de energia e manutenção do local, além de começar a guardar dinheiro para comprar um terreno e iniciar a construção do abrigo, pois a residência onde funciona a OPA-MT foi cedida há três anos por uma mulher que pediu a casa de volta.

Porém, a verba arrecada só deu para pagar algumas despesas e outras contas que já estavam atrasadas. Agora a presidente lamenta a situação e disse que vai organizar várias feiras até o prazo final de entrega da casa, para que os animais consigam um novo lar.

“A realidade é difícil, mas não podemos manter mais, porque eu não tenho para onde levar. Temos muitos cachorros adultos que não podem ficar em qualquer local. São 125 animais que estão na casa, fora os 30 que estão abrigados em outro local”, destacou.

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Segundo a presidente, várias pessoas vão visitar a instituição e fazem o cadastro para adoção. No entanto, os animais que elas procuram não batem com o perfil que o abrigo tem disponível.

“Elas querem cães pequenos, peludos ou de grande porte que são para guarda. Mas a nossa grande maioria é vira-lata mesmo e, tem alguns que são idosos, cegos e paraplégicos”, afirmou.

Somente em agosto do ano passado, cinco pessoas adotaram cães do abrigo e resolveram devolvê-los, pois não se adaptaram ao animal de estimação.

“O que acontece é que muitas vezes o estilo de vida da pessoa não bate com o tratamento que a gente espera que o animal tenha. Com isso, muitos passam o dia todo sozinho sem comida e no sol. O último caso mesmo foi de um filhote que rasgou o sofá da mulher e, por isso, ela acabou devolvendo o animal”, concluiu. 

Fonte: Hiper Notícias

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