ONG mexicana alega que o crime organizado está relacionado com rinhas de cachorros

ONG mexicana alega que o crime organizado está relacionado com rinhas de cachorros

A polícia descobre com frequência armas, drogas e assassinatos relacionados às rinhas de cachorros. O México não precisa de mais violência nem mais crime organizado.

Por Letícia Fernández / Tradução de Pâmela Miler

As rinhas de cachorros não só representam maus-tratos aos animais, mas sua prática clandestina também envolve um problema de insegurança, crime organizado, armas de fogo, tráfico de pessoas, pornografia infantil e outros delitos, conforme denunciou a organização civil Humane Society International Mexico (HSI), uma das associações de bem-estar animal com presença em mais de 50 países em todos os continentes.

Por isso mesmo, foi exigido aos legisladores considerar esta atividade como um delito que se persegue em escala nacional, sobretudo pela crueldade que leva ao sofrimento dos animais.

Esta proposta também faz parte da campanha “No + Peleas de Perros”, que foi lançada em coordenação com a Secretaria de Segurança Pública da Cidade do México e com o Conselho Cidadão da Cidade do México com o propósito de incentivar a denúncia desse tipo de violência.

“As rinhas são cruéis, violentas e altamente impopulares. Os organizadores às vezes matam os animais perdedores e os vencedores podem morrer devido aos ferimentos. A polícia descobre com frequência armas, drogas e inclusive assassinatos relacionados às rinhas de cachorros. O México não precisa de mais violência nem do crime organizado”, disse Antón Aguilar, diretor da Humane Society International Mexico.

Sem ter conhecimento de uma estatística que reforce o problema da clandestinidade em que operam esses grupos, a organização documentou as rinhas nas delegacias de Iztapalapa, Gustavo A. Madero, Tlalpan, Álvaro Obregón e Xochimilco. No entanto, o chefe de polícia, Hiram Almeida Estrada, afirmou que a instituição trabalha com diversas organizações para evitar a crueldade dos animais e as rinhas de cachorros, que “não somente geram lucro, mas também promovem apostas ilegais, consumo de álcool e entorpecentes”.

De acordo com estes critérios, a deputada federal Verónica Delgadillo recordou que já apresentou um projeto de reforma do Código Penal Federal para punir os organizadores das rinhas, explicando que sendo aprovada pela Câmara dos Deputados, a reforma tornaria ilegal a organização de rinhas, incluindo a participação como espectador, assim como a venda de equipamentos para este tipo de entretenimento.

Na Cidade do México, os maus-tratos de animais já se constitui um delito, ainda que não seja grave, e o acusado pode ficar em liberdade após o pagamento de fiança.

Fonte: Milenio

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