ONG Soul Animal cria Projeto Andorinha para trabalhar com conscientização em MG

ONG Soul Animal cria Projeto Andorinha para trabalhar com conscientização em MG

MG extrema ong

Após dois anos e meio da fundação da ONG Soul Animal, a entidade decidiu rever o foco de seu trabalho. O valor de “Ajuda para quem ajuda os animais” passou para “Ajudar a diminuir os índices de abandono animal no Brasil”. A ideia partiu do trabalho de planejamento realizado pelos grupos de proteção e diretoria em 2014 e foi reforçada pela viagem da fundadora da ONG, Bella Guima, ao Japão, onde pôde conferir a grande diferença que existe entre este país e o Brasil em relação à proteção animal.

Bella voltou ao seu país de origem decidida a trabalhar fortemente esta temática na ONG – conscientização de crianças a respeito do assunto. Assim, nasceu o Projeto Andorinha, que pretende incluir na grade da Rede Municipal de Ensino de Extrema temas ligados à proteção de animais.

“Começamos atendendo à urgência que se nos apresentou – assistência, com ração, remédios, atendimentos veterinários, denúncias e feiras de adoção, e, assim, gastávamos tudo que conseguíamos arrecadar, um valor sempre insuficiente através de donativos. Com o passar do tempo, eu descobri que não estava fazendo o trabalho certo.

No Japão, eu não vi nenhum cachorro abandonado. Vi grupos de crianças muito pequenas recebendo informações sobre meio ambiente. Nas escolas, são criados brinquedos para incentivar e já ir instruindo os alunos na profissão que sonham seguir, mas, principalmente, no seu papel social, assumindo suas responsabilidades. Deste modo, quando essas crianças crescem, ninguém precisa ensinar os valores que elas já aprenderam e estão enraizados”, explica.

O Projeto Andorinha deverá ser posto em prática em longo prazo e tem o intuito de abranger creches e escolas municipais e realizar palestras sobre o tema de proteção animal nas escolas estaduais e particulares de Extrema, para formar e conquistar mais andorinhas que entendam a importância dessa proteção.

“Pretendemos construir um brinquedo pedagógico educacional para as creches em que as crianças intuitivamente compreendam a mensagem de proteção aos animais”.

Na pré-escola, a intenção é abordar o assunto por meio de livros de colorir. Já o ensino fundamental pode contar com inserções do tema nas apostilas dos alunos do 1º ao 5º ano, onde também será realizado um evento que reconstruirá esta história de práticas e aprendizados ao longo deste período, com destaque ao recebimento do diploma de protetor animal. A fundadora da ONG conta que, para conseguir colocar o projeto em prática, já começou a fazer reuniões com a equipe da Educação do município, a qual já se demonstrou aberta e estimulada pela ação.

A ONG sempre trabalhou com conscientização através de eventos, como a Marcha da Defesa Animal, mas, a partir de agora, está focada na mobilização, educação e conscientização de crianças. A entidade continuará colaborando com a doação de animais por meio da exposição de fotos dos candidatos à adoção em sua página no Facebook (www.facebook.com/soulanimalextrema) e em sua coluna na Gazeta da Cidade.

No entanto, a Soul Animal prestará assistência com ração e medicamentos em casos excepcionais e temporários, mediante comprovação de que realmente seja necessário. Vale ressaltar que a ONG não possui abrigo e, por isso, não atua com resgate e abrigo de animais.

Bella Guima também frisa que as pessoas precisam ter consciência de que, a partir do momento em que adotam um animal, são responsáveis por ele. “A ONG se dedicará à adoção consciente.

Antes de adotar, as pessoas precisam saber que o animal necessita de atenção, cuidados e que isso exige condições adequadas de acomodação, presença da família e recursos financeiros. Ao adotar ou recolher um animal não devemos contar com apoios externos ou responsabilidade compartilhada, é uma decisão pessoal que cabe a cada cidadão”, ressalta.

Fonte: Gazeta da Cidade

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